quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
domingo, 18 de setembro de 2016
O que faz um(a) professor(a) de dança?
Olha eu novamente aqui falando de um assunto que muito me inquieta: O que faz um professor de dança?
Em outras ocasiões eu já havia falado sobre o que faz um professor de dança, de modo mais reflexivo. Hoje, venho falar novamente sobre isso. Talvez porque ainda precise de esclarecimentos, até mesmo para mim.
Tem empresas que contratam professores de dança, mas esquecem que este profissional precisa planejar suas aulas, precisa dançar, criar, movimentar-se.
Não entendo como pode existir um lugar que não possibilite que o professor de dança...dance!!
Estou falando de um caso pessoal meu mesmo.
Atualmente trabalho em 3 lugares diferentes como professora de dança. Num desses lugares, trabalho de 8h às 18h, com 50 minutos de horário "livre", que eles chamam "janela", das 8h às 8h50, três vezes na semana. Porém, durante esse tempo, sou obrigada a ficar recepcionando pais e alunos que entram na instituição. Tenho que ficar sentada numa cadeira com mesa, fazendo qualquer outra coisa, sendo falsamente simpática. Isso me mata!!
O uniforme do professor é uma calça de helanca grossa com camiseta de malha, que esquenta muito e, falando sério, é horrível para dançar e, além do mais os movimentos ficam limitados.
O material que uso, é uma caixa de som portátil (minha mesmo) e pen drives. A empresa usa Cd's e caixas de som grandes (boas e potentes, mas que precisam ser conectadas ao aparelho de CD/DVD). Optei por não usar esses materiais (pois quando dá algum tipo de problema a culpa é do professor. E como já aconteceu isso comigo antes, a sorte era que mostrei que eu usava meu próprio material).
Atualmente fiz com outras duas colegas dessa empresa, um planejamento de espetáculo de fim de ano, onde eu coreografo 7 músicas. Sozinha. E não, não ganho nem R$ 0,50 centavos a mais por isso. Mas que hora eu tenho para trabalhar nas coreografias das alunas e dos professores??? Ah sim...meus horários são sábados, domingos, feriados, horários noturnos. Sempre no tempo e horário que a empresa não me disponibiliza, não me paga. Ah, vai eu falar alguma coisa... E ainda tenho que ir atrás de costureiras por meus próprios meios.
Ei, fala sério né?
"Ah Chris, o que vc faz num lugar desses?" todos me questionam. Bem, eu escolhi por não deixar a empresa na mão e mostrar ou pelo menos tentar mostrar como é a dança, o que faz um professor de dança, do que ele precisa....bem, estou tentando melhorar e fazer a dança ser valorizada e ser tratada como arte e não como esporte. É um trabalho muito difícil quando se trabalha com pessoas que possuem pensamentos que não são abertos ao novo, ao desconhecido, ao que elas não sabem como funcionam e não se esforçam para conhecer (vulgo ignorante). Olha, sei que o comentário aqui foi meio pesado, mas o blog é meu e escrevo a minha opinião e o que vejo, sinto, percebo. Não vou rodear, florear e falar coisas bonitinhas. Vou ser direta mesmo!
Voltando ao início, um professor de dança ministra aulas práticas de dança, se for em academias, estúdios, clubes.... já as aulas teóricas dificilmente são aceitas pelo público que não é da área. Então o que temos a fazer é: aulas práticas!
Um professor de dança trabalha com a criatividade, criação, composição, improvisação...e é aqui que o bicho pega!! Como trabalhar com todas essas coisas se o local de trabalho toma todo o tempo do professor, para que possa estuda, planejar, organizar...??? como faz? que mágica é essa que o professor precisa inventar?
Um trabalho bem feito precisa dos meios necessários para que seja realizado, para que fique bom, bem feito, excelente!
Eu sou dessas pessoas que gosta de um trabalho bem feito...não enrolo, não fico "morgando" ou "enganando", faço de tudo para transmitir meus conhecimentos de dança para as alunas, para que elas sejam diferentes, vejam de forma diferente, sejam críticas, observem a arte, questionem, façam, criem, dancem!
O ruim é quando a empresa em que se trabalha não vê essas coisas como um trabalho. Acha que vc não está fazendo nada. Gente...para!!!
É complicado, difícil. Mas quando a gente gosta do que faz, essas coisas acabam ficando de lado e a tentativa é relevar e abstrair o máximo que dá e ser feliz com o que se tem!
Talvez aquilo que não seja tão bom assim , seja uma forma de buscarmos o diferencial a partir daquilo que temos disponível.
Eu quero deixar a minha marca e um espaço bom para a próxima professora de dança que vier a ocupar meu lugar nessa empresa. Faço isso pela dança!! Por amor ao meu trabalho e por amar ser professora de dança <3
segunda-feira, 27 de junho de 2016
Encontro àrabe pocket show. Junho de 2016
Registro da minha improvisação no encontro árabe. Eu nem ia dançar esse dia por causa de uma alergia que não me deixou nada disposta. Porém, apesar de não estar bem 100% gostei de apresentar. O importante é gostar, se divertir e fazer com o coração aquilo que gostamos. <3
terça-feira, 21 de junho de 2016
minha apresentação do mês de junho!
Acho que essa é a minha última apresentação do semestre...
Fiz várias apresentações no Mês de Junho. Nem todos tive registro... :(
Depois de tantas coisa que tive para fazer, acho que mereço uns dias de "férias" <3
Fiz várias apresentações no Mês de Junho. Nem todos tive registro... :(
Depois de tantas coisa que tive para fazer, acho que mereço uns dias de "férias" <3
terça-feira, 26 de abril de 2016
DANCE: bellydance Improvisation
E então vc dança uma música que nunca ouviu na vida...e ela falha no final!
Bem...eu amei a experiência... <3
Bem...eu amei a experiência... <3
segunda-feira, 18 de abril de 2016
"OS PRIMEIROS NOMES PRÓPRIOS – DANÇA NO SEC XIX"
Vi esse texto aqui no Facebook da Lulu.
Eu falei um pouquinho sobre isso na minha pesquisa acadêmica e concordo com algumas coisas desse texto. Na verdade o que está compilado aqui é facilmente encontrado em sites diversos, seja em inglês, seja em português. Discordo de algumas datas e acontecimentos. Mas faz parte, coisas da internet!
Como é um suuper resumo e curtinho, resolvi postar aqui.
====//====
"Um texto sobre os primórdios da dança Oriental
OS PRIMEIROS NOMES PRÓPRIOS – DANÇA NO SEC XIX
A revolução que fez desenvolver a Dança Oriental, se deu toda durante o sec XX principalmente através da criação do Cassino Badia, suas idéias inovadoras e as estrelas que protagonizavam seus shows
Mas antes delas existirem , também existiram outras bailarinas que eram profissionais, tinham suas performances ligadas a companhias de dança e estavam pelos palcos. Conhecemos os nomes de algumas delas.
Shaiqa la Copta
1851-1926, El Cairo.
Shafiqa al-Qibtiyya nasceu em Sobra, no Cairo em 1851 e cresceu no seio de uma família religiosa, seu nome sendo ligado a sua devoção pela igreja ortodoxa copta de onde nasce parte de seu nome, De fato diz-se que esteve a ponto de converter-se monja.
Participa de sessões de Zaar. Popularizou o equilíbrio de candelabro e Bandejas ao dançar.
Aos 13 anos foge de casa, unindo-se a um grupo de músicos de rua, para dançar nas cercanias do Cairo. Em uma de suas apresentações conhece aquela que mais tarde seria sua Mecenas e quem lhe apresentou os prós e contras do mundo do teatro. Shooq, que a convidou para integrar seu grupo.
Shooq é a primeira bailarina oriental conhecida. Alcançou o ápice de sua carreira em 1971 o ano em que dirigia seu grupo de bailarinas, músicos e cantores, conseguindo reconhecimento em todo o Egito. Não se sabe muito mais sobre ela, a parte que foi uma grande referência, para muitas bailarinas que surgiram depois.
Depois de bailar no Clube “El Dorado”, com a experiência adquirida abre no Cairo seu próprio clube “Alf Leyla” com um programa artístico amplo e decoração luxuosa. Consegue conquistar a classe alta do Egito, de quem recebia muitos presentes em seus espetáculos. Sua competição direta era a bailarina de classe alta, chamada Bamba Kashar.
Em 1917 dança em Paris com a exposição Universal, e se apresenta com sapatos de ouro com pedras preciosas ganhando o primeiro lugar.
Sua vida amorosa era agitada. Casada com um homem que a enganava, se divorcia e conhece a um homem muito mais novo que ela, a quem tem que abandonar por diferenças sociais, essa desilusão amorosa a faz entrar em uma depressão e nas drogas. Em 1924 regressa ao Egito, doente e com diabetes. Morrre em 1926 só e arruinada. Ao seu funeral só estão presentes dois homens, seu ex marido e seu protetor durante anos.
Em 1963 o cineasta Hassan Al Imam dirige o filme “Chafiqa El Koptia”.O papel de Shafiqa foi interpretado pela atriz e bailarina Hind Rostom apelidade de Rita Hayworth do Oriente.
Bamba Kashar
1859-1930, El Cairo.
Conhecida como Sele l Kud ( a mulher de todos )
Nasceu no Cairo no seio de uma importante e nobre família. É contemporânea de Shafiqa , mas enquanto Shafiqa dançava nos teatros e salas de festa, Bamba se negou a trabalhar em lugares públicos e atuava apenas em mansões privadas para celebrar casamentos e festas familiares da classe alta da sociedade
Foi a primeira artista a criar um festival que se chamou “the Zaar Concerts”
Era também conhecida por organizar sessões de Zaar exclusivas para as mulheres de classe alta
Em 1927 participa do filme “ Laila” interpretando uma bailarina beduína. Ela foi a primeira bailarina da históia do cinema egípcio.
Em 1974 foi feito um filme sobre sua vida. Seria o primeiro filme protagonizado por Nadia el Guindy "Bamba Kashar فيلم بمبة كشر")
Little Egypt
1871 -?Siria
A primeira bailarina que se apresentou nos EUA ,na exposição internacional de Chicago em 1893, dentro de uma demonstração intitulada “ bailarinas argelinas do Marrocos” em que participaram bailarinas argelinas, ciganas gawazi do Egito e bailarinas de outras regiões do norte da Africa. Segundo os dados oficiais do evento venderam-se 2.250.000 entradas
Existem diversas versões sobre a verdadeira origem de Little Egypt
A reconhecida historiadora de dança oriental Wendy Buonaventura, opina que se trata da bailarina síria Farida Mazar Spyropoulos
Jamila Salimpour , de outra maneira , diz que é Fátima Djemille, afirmando que esta também havia sido vista em Wichita em 1882 , onde também se apresentou.
Fatima foi filmada por Thomas Edison em 1896, num filme apontado como imoral chamado “Fatima’s cochee-cochee dance “. Acabou famosa por ser um dos primeiros filmes censurados,( no youtube podemos encontrar duas versões uma que é na integra e outra onde aparecem faixas tapando os quadris da bailarina.
A ultima versão é Ashea Wabe, como afirma Donna Carlton em seu livro “ Looking for Little Egypt”
As três canditadas, a little Egypt; Farida, Ashea y Fatma
Existem diversos filmes e canções norte americanas que mencionam ou tem como protagonista a “ Little Egypt”.
O filme que tem como protagonista Rhonda Fleming em 1951".
Por: Ruth Miro
segunda-feira, 4 de abril de 2016
...ser professora e aluna de dança...pode??
Sou professora de dança, não nego, muitos sabem. Ministro aulas de dance mix, ritmos, dança do ventre, aulas criativas, contemporânea. Também dou aulas regulares de Ioga e alongamento, que também amoo demais.
Amo a dança, porém tenho uma visão diferente da maioria que não possui uma formação acadêmica em dança. Por mais que digam "nossa, que preconceito"! vou dizer: tem sim uma diferença. Mas não vou aprofundar nesse assunto hoje.
O que eu quis registrar aqui é que professoras de dança também podem ser alunas!! Por que não?
Sou professora de dança, mas também gosto de ser aluna.
Algumas professoras se intimidam com isso. O que não deveria acontecer. Ir para aulas de daça como aluna é algo que me permito, é um momento meu. Com a minha dança, com a minha criatividade.
O que ocorre é que se eu não me sinto bem de alguma forma, eu já perco a vontade de estar ali e como consequência, perco a vontade de dançar. Sou assim, fazer o quê.
Em uma determinada aula de dança em que me matriculei, alguém soltou que eu era professora de dança. A Professora parou e me encarou por uns momentos. Suspeitei que a professora achava ou queria que eu entrasse na aula "aparecendo" fazendo piruetas e coisas tipo "Cirque Du Soleil", ou passos mirabolantes e diferentes...
Não sei o que passou na cabeça da professora. Ela disse, "olha, eu não quero te assustar, olha eu faço isso, isso e isso na minha aula"... Eu falei para ela: "não se preocupe, está tranquilo". Ela fez uma expressão do tipo "você acha que está tranquilo??"
Na verdade não vi nada demais na aula, nada de novo, nada que me acrescentasse para falar a verdade - já que estou aqui escrevendo sobre isso.
Mas de certa forma, a professora deve achar que a aula dela é top, é a difícil, é a não sei o quê. O que ela faz nas aulas eu faço semelhante com as minhas alunas. E pelo "nível técnico" de dança que as alunas dela demonstraram, que não era nada além do básico...fiquei sem entender. Fiquei me perguntando se era só para aparecer... Percebi que um simples respiro que eu dava, a professora chamava a minha atenção no sentido de "O que é que você está fazendo aqui? essa turma não é para você". Ou, em outras palavras "Você não é bem-vinda". Nunca respondi, retruquei e nem tentei dar explicação de nada. Sempre mantive o silêncio. Na minha opinião, é o melhor.
Acho que ter uma aula com uma Professora Estrela (ou pelo menos que se acha uma) não estimula e nem inspira.
Existe sim diferença quando um professor te corrige, tenta mostrar, ensinar, transmitir. Não precisa ser expert para ter essa percepção no sentido de cuidado aluno-professor.
Não me matriculei em uma turma para aparecer, entreter ou para ensinar alguém. Aquele momento é meu. Para aparecer, entreter ou ensinar, tem que me pagar meu bem!
Senti que em menos de um mês era hora de trocar de turma novamente. Eu já tinha migrado de uma turma (que eu adorava!!) para esta da estrelinha, por conta do trabalho mesmo. Em turmas avançadas pelas quais já passei, é a primeira vez que me sinto como uma "ameaça ao território alheio". Não sei se acho graça, ou se acho péssimo. Eu só queria estar ali e dançar, de boa, tranquilamente, na minha...
De fato, como não me senti bem-vinda e como eu acredito que não preciso dessas picuinhas frustrantes, troquei de turma, de mesmo nível. E a minha professora atual é cuidadosa, atenciosa, prestativa. Ensina, corrige, conversa. É isso o que eu faço com as minhas alunas e acredito que isso é o que se faz quando amamos: dançar e ensinar !
Queremos ver o melhor de nós no outro <3 Eu pelo menos me sinto muito orgulhosa quando transmito meus conhecimentos e observo que as alunas assimilaram, entenderam, compreenderam e querem continuar os estudos!
Afinal, ser professora e aluna de dança ao mesmo tempo pode? Pode sim. Dessa forma você pode aprender a observar como se sente um aluno. Se colocar no lugar do outro é importante e muda muitas coisas!
É sim, uma ótima experiência!
Um abraço!!
Christiny
sábado, 26 de março de 2016
É isso
Desde que me graduei em dança, resolvi resgatar alguns itens de estudo e tentar mergulhar de vez na dança oriental
árabe (apenas), me atualizar, dançar mais e...claro, ensinar! Isso porque na graduação eu tinha que deixar a raqs sharqi
de lado, para me dedicar ao tipo de arte que não me agradava muito, mas
que eu achava legal....na verdade acho algumas coisas legais até
hoje...outras, apenas ridículas... :)
Apesar de ainda querer seguir os caminhos da pesquisa em dança, percebi
o quanto é difícil, burocrático e cretino o ingresso no sistema de pesquisas
no Brasil. O que tenho mais dificuldade é na questão de encontrar e/ou me
adequar a uma linha de pesquisa de algum fulaninho. E vou dizer...que
saco que é isso!! Sim, porque eu tenho que ir na linha de pesquisa do outro...fico a pensar...como as pessoas conseguem? Hum...soube dia desses que é por Q.I. Brasil né?
Mesmo assim tentei/tento modificar a rota dos meus estudos acadêmicos, na tentativa de enquadramento... mas parei e pensei "qual a
razão de eu querer agradar alguém com alguns dos meus temas propostos de
pesquisa? Quem vai pesquisar...sou eu" ...é, tem que se enquadrar se vc quiser entrar no sistema.
Mudando de assunto ... resolvi reler algumas coisas antigas aqui desse blog, relembrei que meu nome
anterior (artístico) era Mahsati. Achava bonito, bacana... nome persa...
porém, sofri cópia do meu
nome, mesmo! Algumas pessoas resolveram usar Chris Mahsati (meu nome) como sendo
delas...então resolvi ser só Christiny mesmo.(não vou dizer plágio, porque nomes artísticos iguais tem bastante por aí...mas Chris Mahsati achei demais).
Eu usei Chris Mahsati em cartazes e folders de propagandas das minhas aulas, em e-mails, canais do Youtube...e acabei por retirar tudo do ar. Deletei tudo. Fiz um outro blog e outro canal com o nome 'tecendo o destino', que tinha como ideia principal as minhas atividades diárias em dança, aulas, works, atividades do mundo artístico... e...advinha?? Sim, acharam a minha ideia legal e copiaram. O "legal" é que foi por pessoas conhecidas minhas. Também já pegaram o nome de um projeto meu e fizeram de outra forma. Acho cara de pau, só isso. Mas faz parte da vida...e...como uma amiga minha disse outro dia, o que é bom é copiado. Então obrigada querida amiga por me dar uma fortalecida no ânimo e seguir em frente!
De agora em diante, vou ficar só com o meu nome mesmo Christiny. E pronto!
Reiniciando canal no youtube e continuando meu Instagram!
bem,
Eu usei Chris Mahsati em cartazes e folders de propagandas das minhas aulas, em e-mails, canais do Youtube...e acabei por retirar tudo do ar. Deletei tudo. Fiz um outro blog e outro canal com o nome 'tecendo o destino', que tinha como ideia principal as minhas atividades diárias em dança, aulas, works, atividades do mundo artístico... e...advinha?? Sim, acharam a minha ideia legal e copiaram. O "legal" é que foi por pessoas conhecidas minhas. Também já pegaram o nome de um projeto meu e fizeram de outra forma. Acho cara de pau, só isso. Mas faz parte da vida...e...como uma amiga minha disse outro dia, o que é bom é copiado. Então obrigada querida amiga por me dar uma fortalecida no ânimo e seguir em frente!
De agora em diante, vou ficar só com o meu nome mesmo Christiny. E pronto!
Reiniciando canal no youtube e continuando meu Instagram!
bem,
é isso!
Kahramana - Farid El-Atrache / كهرمانى - فريد الأطرش
Kahramana - Farid El-Atrache / كهرمانى - فريد الأطرش
Motivação - Por Jorge Sabongi
Olá!
Encontrei um artigo na web do Jorge Sabongi e adorei.
É
algo que devemos buscar em nós mesmos sem esperar que sempre haverá
alguém para fazê-lo por nós, porque simplesmente não é bem assim.
Sempre lembrando que: se você acha que pode, então você pode.
Sem maiores falácias, vamos ao artigo. É algo que eu queria de compartilhar com vocês agora. Os grifos foram feitos por mim.
(http://www.khanelkhalili.com.br/motivacao.htm)
"A incidência de depressão aumentou significativamente nos últimos 30 anos. Muitas vezes ela é causada pela falta de motivação.
Ao longo de minha vida, procurei diversos livros que falassem sobre motivação e suas origens. Ao contrário do que muita gente pensa, para motivar-se não basta um saldo bancário satisfatório, a compra de um bem novo ou, simplesmente, apertar um botão. Chego à conclusão que, assim como a chama de uma vela, a motivação é um processo interno, que acontece em ondas, isto é, vem em etapas. É causada pela sua fluência de idéias positivas e pela forma de como você vê e lida com a sua realidade. Assim, só você pode controlar e manter acesa a chama dessa vela..."
Jorge Sabongi
Já procurei em dezenas de livros uma forma de me motivar. Tentei saber também, durante muitos anos de minha vida, como funciona isso. Você por acaso já parou para entender o que faz motivação andar, parar ou, até mesmo, retroceder? Por que umas pessoas são, aparentemente, mais felizes do que outras? O que causa a tal “felicidade”? O que faz com que nos levantemos dispostos a tomar um banho tão caprichado que acabe mexendo com nossa exuberância? Será que se eu tivesse, neste momento, em minha conta corrente, cem mil dólares disponíveis, faria alguma diferença na motivação que sinto ao levantar? Por que tantas pessoas sofrem de depressão e têm a sensação de que as coisas caminham para um beco sem saída?
Quantas vezes começamos a pensar e chegamos à conclusão que, se continuarmos pensando, vamos enlouquecer? Afinal, tudo está dando tão errado. Parece que, por mais que andemos, não saímos do lugar. Pior ainda, achamos que estamos na marcha ré.
Será possível que não exista um mecanismo para alterar esse fluxo vertiginoso? E você ainda vai dizer: "ontem eu estava bem, mas hoje, não sei o que aconteceu, o mundo parece que virou de cabeça para baixo!". Será caso de terapia? Será que sou mais um dentre tantos desajustados?
O que dizer da perda de entes queridos ou de um amor desiludido? Como lidar com a arrogância, a mediocridade das pessoas, as traições, a incerteza de poder viver uma vida digna pela falta, cada vez maior, de empregos?
Tantas perguntas e onde encontrar tantas respostas?
Só mesmo quem já passou por uma depressão, ou várias, pode dizer qual é a sensação: desânimo em sair da cama, vontade de isolar-se por completo, sensação de descompasso com a vida e de descontinuidade das ações, falta de prazer em tudo que faz. Isso quando não pula vertiginosamente para os extremos: vontade de ir embora do mundo, de jogar tudo para cima e suicidar-se.
Esse é o mau do século! Se não aprendermos como lidar com a desmotivação, vamos sofrer muito pelos próximos anos de nossa vida.
Imagine que dentro de você existe uma balança: ela lhe diz o que é prazer e o que é dor. Se você não estuda sua forma de lidar com a falta de motivação, que se observa atualmente, é certo que sua balança precisará ser aferida.
Não sei se você já percebeu que, em função da vida que levamos, nosso metabolismo tende a alternar numa freqüência muito rápida, mudando, por conseqüência, nossa condição no que diz respeito ao humor. Em outras palavras, num determinado momento, você até sorri, mas, no instante seguinte, seria um perigo se estivesse com uma serra elétrica nas mãos.
Meu pai dizia uma coisa que é verdade: "somos todos assassinos de pensamento".
Repare como o humor das pessoas se altera de forma absurda: numa fila, num estacionamento, num trânsito, num troco dado errado...
Após ler e meditar muito sobre o assunto “motivação”, chego a diversas conclusões! Convido você a pensar e refletir comigo alguns aspectos bem interessantes, que poderão fazer uma grande diferença. (Esta leitura não é uma receita de equilíbrio, mas você poderá chamá-la como desejar se ela reverter muito do que pensa.)
Basicamente, a motivação que sentimos está no fluxo de lidar com idéias, usar palavras na fluência correta, enxergar a vida com equilíbrio e lidar com várias situações e com sua ansiedade, observar, assiduamente, como você lida com idéias positivas, avivar boas lembranças, paixões internas ("prazer em ter prazer"), manter distância de pessoas erradas e, também, ter a certeza de que irá tentar e não fracassará com tanta freqüência.
A motivação está ligada a sua disposição pela persistência em tentar algo (se você imaginar que Walt Disney foi a mais de 60 bancos para conseguir iniciar seus projetos, ou mesmo que Ray Crock – responsável pela expansão McDonalds - tinha 64 anos quando sua vida mudou de um simples vendedor para um dos maiores empresários do mundo).
Para que você possa entender melhor o que foi dito até agora, listei alguns conceitos desenvolvidos após minhas várias leituras sobre o tema:
1) fluxo de lidar com idéias: existe, diante de tantas coisas que surgem cotidianamente, um certo desconforto quando não entendemos o funcionamento das idéias.
Se você olhar o calhamaço de novas informações adquiridas no dia-a-dia, apresentado pela pilha de revistas, de livros que estão a sua disposição, e chegar à conclusão que não está tendo tempo suficiente de se atualizar, terá, com certeza, um stress e já vai se desanimar. Sossegue!!! Atualmente, o fluxo de informações não permite que nenhum ser humano acompanhe sequer 1% das novidades. Você não é o(a) único(a) que passa por isso.
Sorria e pense no que gosta. Dê uma passada por tudo, mas prenda-se um pouco mais naquilo que lhe desperta maior interesse. Faça "o que é meramente possível e humano". Não se sacrifique à toa. Cobrança demais faz você perder o encanto pelas coisas;
2) palavras na fluência correta: falar bem é uma arte. Falar bem e na hora certa é fundamental.
Os tempos atuais exigem que você fale da forma correta e dê às palavras o peso que elas merecem, em vez imprimir a raiva, que você alimenta internamente pelas coisas. Por exemplo, é diferente dizer: "Puxa, realmente preciso fazer uns ajustes em minha vida e procurar novas fórmulas!" que dizer: "Estou de saco cheio, quero mandar tudo prá...!"
Evite colocar peso demais nas frases, dando uma ênfase desnecessária e exagerada ao que fala;
3) enxergar a vida com equilíbrio e lidar com várias situações: tudo o que não temos experiência causa-nos, imediatamente, certo receio e desconforto. Tenha consciência disso e respeite seus limites: se você não entende sobre algo, não queira convencer-se do contrário.
Aprenda, passo por passo, pelas pequenas ações, a lidar com as situações. Pense com calma como se tivesse elaborando o esquema de uma micro-cirurgia. Chamo de "micro cirurgia" tudo que somos instados a fazer com cautela. Pode ter certeza que uma de suas profissões é a de micro-cirurgião social, que requer, por sua vez, a realização diária dessas intervenções operatórias (pense nesse ponto, com carinho);
4) sua ansiedade: esta palavra, "ansiedade", daria para escrever uma enciclopédia. No seu conceito, ela é maligna ou benigna? Bem, independente da conclusão, estude como você lida com ela: essa, talvez, possa ser a causa principal do desajuste de sua motivação. Vale a pena ler muito sobre ansiedade;
5) observar, assiduamente, como você lida com idéias positivas: se olharmos com frieza para o dia-a-dia que nos cerca, desde o momento em que despertamos até a hora em que vamos dormir, seja através das notícias, dos contatos sociais em todas as áreas, seja por meio das atitudes das pessoas, do negativismo mundial, chegaremos à conclusão que a “motivação” que este mundo nos passa, dirige-nos para uma vida patética.
Lidar com essas situações cotidianas, usando a maestria e o positivismo, é sua lição de casa para não ter tensão, dor e tanta tristeza. Faça um exercício diário de olhar de forma positiva "sua realização", não o mundo. Tenha a certeza para si mesmo(a) que está fazendo um trabalho consciente e correto no sentido progressista. Não pense que tudo ao seu redor está desmoronando. Construa sua forma emocional de ver o mundo, isso é um trabalho só seu: tem que ser feito de dentro para fora;
6) avivar boas lembranças: nossa vida é recheada de lembranças agradáveis, mas, por uma razão estranha, temos uma propensão em esquecer das coisas boas e nos determos a tudo que de mal acontece a nossa volta. Coisas pequenas tendem a se transformar em temíveis dragões, pois o fluxo de boas lembranças tem um limite pequeno em nosso cérebro e, às vezes, optamos por nos prender a situações desagradáveis.
Porque será que o ser humano tende a lembrar com maior freqüência de tudo aquilo que lhe trás dor que daquilo que lhe dá prazer? Se fizermos um exercício diário de lembrarmos, logo cedo, de três coisas que nos deram muita alegria no passado, tenho certeza que, em 10 dias, sua concepção sobre mundo mudará vertiginosamente;
7) paixões internas: das minhas observações durante a vida pude notar que a motivação do ser humano provém das paixões que ele carrega dentro de si. Não falo das paixões amorosas, mas daquela colocada nas ações diárias e em tudo o que fazemos.
Escolhermos nossas vocações pelo valor financeiro que poderemos auferir tornou-se uma regra atual. Não digo que isso não seja fundamental; é como sempre falo para meus filhos: "olhem para o tamanho da ambição de vocês, a forma como vocês vão querer viver no futuro, para aí decidirem quanto deverão ganhar para poderem se manter sem grandes pressões e frustrações". Se você avaliar e decidir o que pode unir vocação e ambição, terá a certeza daquilo que deverá fazer. Assemelha-se ao planejamento de uma viagem de carro: você sabe que transitará por algumas pistas secundárias para chegar no trevo e alcançar a estrada propriamente dita, tem de prever ainda os obstáculos. Se você não antecipa o caminho, não pode decidir sobre a viagem; e, o pior de tudo, é descobrir isso quando estiver na estrada e o carro quebrar.
Suas paixões e a forma como você abraça aquilo que faz determinam a motivação que você vai ter. Se você não abraça nem faz com prazer, sua motivação vai abaixo de zero. Pode parecer redundante: "é preciso ter prazer em ter prazer!". Pessoas que perdem a paixão pela vida têm um intenso aprendizado, degrau por degrau, para reiniciar esse processo. Nesse caso, sugiro procurar alguém para gostar muito e, aos poucos, à medida que for se equilibrando, dividir esse gostar com todas as pessoas ao seu redor. Não canalize tudo num único sentido, não coloque os ovos todos em uma única cesta;
8) manter distância de pessoas erradas: aqui, acredito eu, é um dos pontos que mais tiram sua motivação: o contato com pessoas que tem uma tendência exagerada em atrair problemas ou negativismo. A fórmula é simples: se você anda com um grupo de pessoas gripadas, logo você pegará gripe.
Vamos chamar de "pessoas erradas" todas aquelas que não conseguem andar nos trilhos, isto é, levam uma vida inconstante, são totalmente inseguras, não acrescentam nada positivo e, principalmente, têm caráter discutível. Identificar pessoas erradas requer bom senso, pulso e determinação para se afastar definitivamente delas. Não espere ser arrastado(a) para um precipício para tomar tal decisão. Aja rápido e não pense duas vezes! Ouça sempre sua intuição. É fácil perceber pessoas assim.
9) ter a certeza de que irá tentar e não fracassará com tanta freqüência: para você ter essa certeza, é necessário que conheça um pouco de estatística e probabilidade. A proporção de sucesso que você tem que levar em consideração é de 20 erros para 1 acerto, isto é, 5%. Não se iluda, isso é mais do que real. Falando claramente, 95% de tudo o que você fizer vai dar errado, mas os 5% que derem certo farão valer a pena todo o percurso.
Para acertar muito, você terá que tentar muito: não existem atalhos. Tentou pouco e jogou todas as cartas cedo, vai perder. A fórmula é simples!!! (Quantos currículos têm resposta quando você envia 100?)
Portanto, não mine a sua motivação pensando que vai acertar sempre em sua vida; tem que tentar inúmeras vezes e em várias frentes, pois a certeza que algo dará certo simplesmente não existe. Um jogo só acaba quando termina! Você pode estar vencendo por 2 x 0, aos 44 minutos do segundo tempo, mas nada impede que o placar vire. E você vai dizer: "mas estava tudo dando tão certo". Por isso, esteja mais propenso a jogar; principalmente, a perder. As dificuldades e a desmotivação entram em ação no momento em que as coisas começam a dar errado. É aí que você precisa se equilibrar.
A motivação é irmã gêmea da ação. Faltou forças? Troque a pilha!!! Sua atitude é que determina se você é um(a) vencedor(a) ou não. Portanto aja! Evite cair na armadilha pessoal da auto-comiseração. Nunca tenha pena de si mesmo(a).
Para se animar, ouça uma boa música, uma daquelas que mexem com seu coração de alguma maneira, numa altura de som considerável. Se, a partir do meio da música, você começar a cantar junto, é bom sinal. Pode ter certeza que já vai fazer uma grande diferença.
Acima de tudo, lembre-se: quem acende a vela é você, quem alimenta a chama é você e quem a mantém acesa também é você... e mais ninguém. A noção dos seus limites está em você. Quem viveu emoções fortes, tentou tantas vezes e não deu, quem sabe o quanto doeu tudo isso, e mais, quem precisa ser feliz em tudo isso é você.
Abraçar uma causa é fundamental para todo ser humano, mas a "sua" causa é a mais importante enquanto viver, enquanto existir a chama. Enfraqueça sua chama e nada mais valerá a pena: não valerá levantar da cama, não valerá tomar aquele banho caprichado, não valerá olhar para a frente e esperar que algo aconteça.
Sempre digo que "hábito é algo que precisamos criar". Tudo o que fazemos por mais de 20 dias torna-se um hábito. Crie o hábito de se motivar, descubra onde estão as suas fontes internas. Talvez seu poço tenha secado, mas por que não crer na possibilidade de que existam outros poços? Comece a procurar! Se você está num deserto, não pode ficar parado, tem que achar água. E quem lhe garante que dentro de você também não exista um deserto?
Felicidade é um conceito motivacional. Não é tangível. Ninguém é mais feliz do que ninguém. Você é quem decide como irá se motivar, como irá ser feliz, mexendo no que tem aí dentro. Estude a respeito. Encontre seus pontos internos e tenha o prazer em se conhecer.
Acordar e desanimar é bastante fácil.
Sugiro que você vá até o espelho do seu banheiro, neste instante, e apresente-se a alguém. Esta pessoa bem interessante que vai adorar lhe conhecer é você mesmo(a)! Tenha a nobreza de responder: "Muito prazer!"
Em seguida, tome um bom banho e deixe a água corrente lavar tudooooo!
Motivação começa por aí! Tentativa e erro: não deu certo? tente de novo!
Jorge Sabongi - Julho/2004
Ao longo de minha vida, procurei diversos livros que falassem sobre motivação e suas origens. Ao contrário do que muita gente pensa, para motivar-se não basta um saldo bancário satisfatório, a compra de um bem novo ou, simplesmente, apertar um botão. Chego à conclusão que, assim como a chama de uma vela, a motivação é um processo interno, que acontece em ondas, isto é, vem em etapas. É causada pela sua fluência de idéias positivas e pela forma de como você vê e lida com a sua realidade. Assim, só você pode controlar e manter acesa a chama dessa vela..."
Jorge Sabongi
Já procurei em dezenas de livros uma forma de me motivar. Tentei saber também, durante muitos anos de minha vida, como funciona isso. Você por acaso já parou para entender o que faz motivação andar, parar ou, até mesmo, retroceder? Por que umas pessoas são, aparentemente, mais felizes do que outras? O que causa a tal “felicidade”? O que faz com que nos levantemos dispostos a tomar um banho tão caprichado que acabe mexendo com nossa exuberância? Será que se eu tivesse, neste momento, em minha conta corrente, cem mil dólares disponíveis, faria alguma diferença na motivação que sinto ao levantar? Por que tantas pessoas sofrem de depressão e têm a sensação de que as coisas caminham para um beco sem saída?
Quantas vezes começamos a pensar e chegamos à conclusão que, se continuarmos pensando, vamos enlouquecer? Afinal, tudo está dando tão errado. Parece que, por mais que andemos, não saímos do lugar. Pior ainda, achamos que estamos na marcha ré.
Será possível que não exista um mecanismo para alterar esse fluxo vertiginoso? E você ainda vai dizer: "ontem eu estava bem, mas hoje, não sei o que aconteceu, o mundo parece que virou de cabeça para baixo!". Será caso de terapia? Será que sou mais um dentre tantos desajustados?
O que dizer da perda de entes queridos ou de um amor desiludido? Como lidar com a arrogância, a mediocridade das pessoas, as traições, a incerteza de poder viver uma vida digna pela falta, cada vez maior, de empregos?
Tantas perguntas e onde encontrar tantas respostas?
Só mesmo quem já passou por uma depressão, ou várias, pode dizer qual é a sensação: desânimo em sair da cama, vontade de isolar-se por completo, sensação de descompasso com a vida e de descontinuidade das ações, falta de prazer em tudo que faz. Isso quando não pula vertiginosamente para os extremos: vontade de ir embora do mundo, de jogar tudo para cima e suicidar-se.
Esse é o mau do século! Se não aprendermos como lidar com a desmotivação, vamos sofrer muito pelos próximos anos de nossa vida.
Imagine que dentro de você existe uma balança: ela lhe diz o que é prazer e o que é dor. Se você não estuda sua forma de lidar com a falta de motivação, que se observa atualmente, é certo que sua balança precisará ser aferida.
Não sei se você já percebeu que, em função da vida que levamos, nosso metabolismo tende a alternar numa freqüência muito rápida, mudando, por conseqüência, nossa condição no que diz respeito ao humor. Em outras palavras, num determinado momento, você até sorri, mas, no instante seguinte, seria um perigo se estivesse com uma serra elétrica nas mãos.
Meu pai dizia uma coisa que é verdade: "somos todos assassinos de pensamento".
Repare como o humor das pessoas se altera de forma absurda: numa fila, num estacionamento, num trânsito, num troco dado errado...
Após ler e meditar muito sobre o assunto “motivação”, chego a diversas conclusões! Convido você a pensar e refletir comigo alguns aspectos bem interessantes, que poderão fazer uma grande diferença. (Esta leitura não é uma receita de equilíbrio, mas você poderá chamá-la como desejar se ela reverter muito do que pensa.)
Basicamente, a motivação que sentimos está no fluxo de lidar com idéias, usar palavras na fluência correta, enxergar a vida com equilíbrio e lidar com várias situações e com sua ansiedade, observar, assiduamente, como você lida com idéias positivas, avivar boas lembranças, paixões internas ("prazer em ter prazer"), manter distância de pessoas erradas e, também, ter a certeza de que irá tentar e não fracassará com tanta freqüência.
A motivação está ligada a sua disposição pela persistência em tentar algo (se você imaginar que Walt Disney foi a mais de 60 bancos para conseguir iniciar seus projetos, ou mesmo que Ray Crock – responsável pela expansão McDonalds - tinha 64 anos quando sua vida mudou de um simples vendedor para um dos maiores empresários do mundo).
Para que você possa entender melhor o que foi dito até agora, listei alguns conceitos desenvolvidos após minhas várias leituras sobre o tema:
1) fluxo de lidar com idéias: existe, diante de tantas coisas que surgem cotidianamente, um certo desconforto quando não entendemos o funcionamento das idéias.
Se você olhar o calhamaço de novas informações adquiridas no dia-a-dia, apresentado pela pilha de revistas, de livros que estão a sua disposição, e chegar à conclusão que não está tendo tempo suficiente de se atualizar, terá, com certeza, um stress e já vai se desanimar. Sossegue!!! Atualmente, o fluxo de informações não permite que nenhum ser humano acompanhe sequer 1% das novidades. Você não é o(a) único(a) que passa por isso.
Sorria e pense no que gosta. Dê uma passada por tudo, mas prenda-se um pouco mais naquilo que lhe desperta maior interesse. Faça "o que é meramente possível e humano". Não se sacrifique à toa. Cobrança demais faz você perder o encanto pelas coisas;
2) palavras na fluência correta: falar bem é uma arte. Falar bem e na hora certa é fundamental.
Os tempos atuais exigem que você fale da forma correta e dê às palavras o peso que elas merecem, em vez imprimir a raiva, que você alimenta internamente pelas coisas. Por exemplo, é diferente dizer: "Puxa, realmente preciso fazer uns ajustes em minha vida e procurar novas fórmulas!" que dizer: "Estou de saco cheio, quero mandar tudo prá...!"
Evite colocar peso demais nas frases, dando uma ênfase desnecessária e exagerada ao que fala;
3) enxergar a vida com equilíbrio e lidar com várias situações: tudo o que não temos experiência causa-nos, imediatamente, certo receio e desconforto. Tenha consciência disso e respeite seus limites: se você não entende sobre algo, não queira convencer-se do contrário.
Aprenda, passo por passo, pelas pequenas ações, a lidar com as situações. Pense com calma como se tivesse elaborando o esquema de uma micro-cirurgia. Chamo de "micro cirurgia" tudo que somos instados a fazer com cautela. Pode ter certeza que uma de suas profissões é a de micro-cirurgião social, que requer, por sua vez, a realização diária dessas intervenções operatórias (pense nesse ponto, com carinho);
4) sua ansiedade: esta palavra, "ansiedade", daria para escrever uma enciclopédia. No seu conceito, ela é maligna ou benigna? Bem, independente da conclusão, estude como você lida com ela: essa, talvez, possa ser a causa principal do desajuste de sua motivação. Vale a pena ler muito sobre ansiedade;
5) observar, assiduamente, como você lida com idéias positivas: se olharmos com frieza para o dia-a-dia que nos cerca, desde o momento em que despertamos até a hora em que vamos dormir, seja através das notícias, dos contatos sociais em todas as áreas, seja por meio das atitudes das pessoas, do negativismo mundial, chegaremos à conclusão que a “motivação” que este mundo nos passa, dirige-nos para uma vida patética.
Lidar com essas situações cotidianas, usando a maestria e o positivismo, é sua lição de casa para não ter tensão, dor e tanta tristeza. Faça um exercício diário de olhar de forma positiva "sua realização", não o mundo. Tenha a certeza para si mesmo(a) que está fazendo um trabalho consciente e correto no sentido progressista. Não pense que tudo ao seu redor está desmoronando. Construa sua forma emocional de ver o mundo, isso é um trabalho só seu: tem que ser feito de dentro para fora;
6) avivar boas lembranças: nossa vida é recheada de lembranças agradáveis, mas, por uma razão estranha, temos uma propensão em esquecer das coisas boas e nos determos a tudo que de mal acontece a nossa volta. Coisas pequenas tendem a se transformar em temíveis dragões, pois o fluxo de boas lembranças tem um limite pequeno em nosso cérebro e, às vezes, optamos por nos prender a situações desagradáveis.
Porque será que o ser humano tende a lembrar com maior freqüência de tudo aquilo que lhe trás dor que daquilo que lhe dá prazer? Se fizermos um exercício diário de lembrarmos, logo cedo, de três coisas que nos deram muita alegria no passado, tenho certeza que, em 10 dias, sua concepção sobre mundo mudará vertiginosamente;
7) paixões internas: das minhas observações durante a vida pude notar que a motivação do ser humano provém das paixões que ele carrega dentro de si. Não falo das paixões amorosas, mas daquela colocada nas ações diárias e em tudo o que fazemos.
Escolhermos nossas vocações pelo valor financeiro que poderemos auferir tornou-se uma regra atual. Não digo que isso não seja fundamental; é como sempre falo para meus filhos: "olhem para o tamanho da ambição de vocês, a forma como vocês vão querer viver no futuro, para aí decidirem quanto deverão ganhar para poderem se manter sem grandes pressões e frustrações". Se você avaliar e decidir o que pode unir vocação e ambição, terá a certeza daquilo que deverá fazer. Assemelha-se ao planejamento de uma viagem de carro: você sabe que transitará por algumas pistas secundárias para chegar no trevo e alcançar a estrada propriamente dita, tem de prever ainda os obstáculos. Se você não antecipa o caminho, não pode decidir sobre a viagem; e, o pior de tudo, é descobrir isso quando estiver na estrada e o carro quebrar.
Suas paixões e a forma como você abraça aquilo que faz determinam a motivação que você vai ter. Se você não abraça nem faz com prazer, sua motivação vai abaixo de zero. Pode parecer redundante: "é preciso ter prazer em ter prazer!". Pessoas que perdem a paixão pela vida têm um intenso aprendizado, degrau por degrau, para reiniciar esse processo. Nesse caso, sugiro procurar alguém para gostar muito e, aos poucos, à medida que for se equilibrando, dividir esse gostar com todas as pessoas ao seu redor. Não canalize tudo num único sentido, não coloque os ovos todos em uma única cesta;
8) manter distância de pessoas erradas: aqui, acredito eu, é um dos pontos que mais tiram sua motivação: o contato com pessoas que tem uma tendência exagerada em atrair problemas ou negativismo. A fórmula é simples: se você anda com um grupo de pessoas gripadas, logo você pegará gripe.
Vamos chamar de "pessoas erradas" todas aquelas que não conseguem andar nos trilhos, isto é, levam uma vida inconstante, são totalmente inseguras, não acrescentam nada positivo e, principalmente, têm caráter discutível. Identificar pessoas erradas requer bom senso, pulso e determinação para se afastar definitivamente delas. Não espere ser arrastado(a) para um precipício para tomar tal decisão. Aja rápido e não pense duas vezes! Ouça sempre sua intuição. É fácil perceber pessoas assim.
9) ter a certeza de que irá tentar e não fracassará com tanta freqüência: para você ter essa certeza, é necessário que conheça um pouco de estatística e probabilidade. A proporção de sucesso que você tem que levar em consideração é de 20 erros para 1 acerto, isto é, 5%. Não se iluda, isso é mais do que real. Falando claramente, 95% de tudo o que você fizer vai dar errado, mas os 5% que derem certo farão valer a pena todo o percurso.
Para acertar muito, você terá que tentar muito: não existem atalhos. Tentou pouco e jogou todas as cartas cedo, vai perder. A fórmula é simples!!! (Quantos currículos têm resposta quando você envia 100?)
Portanto, não mine a sua motivação pensando que vai acertar sempre em sua vida; tem que tentar inúmeras vezes e em várias frentes, pois a certeza que algo dará certo simplesmente não existe. Um jogo só acaba quando termina! Você pode estar vencendo por 2 x 0, aos 44 minutos do segundo tempo, mas nada impede que o placar vire. E você vai dizer: "mas estava tudo dando tão certo". Por isso, esteja mais propenso a jogar; principalmente, a perder. As dificuldades e a desmotivação entram em ação no momento em que as coisas começam a dar errado. É aí que você precisa se equilibrar.
A motivação é irmã gêmea da ação. Faltou forças? Troque a pilha!!! Sua atitude é que determina se você é um(a) vencedor(a) ou não. Portanto aja! Evite cair na armadilha pessoal da auto-comiseração. Nunca tenha pena de si mesmo(a).
Para se animar, ouça uma boa música, uma daquelas que mexem com seu coração de alguma maneira, numa altura de som considerável. Se, a partir do meio da música, você começar a cantar junto, é bom sinal. Pode ter certeza que já vai fazer uma grande diferença.
Acima de tudo, lembre-se: quem acende a vela é você, quem alimenta a chama é você e quem a mantém acesa também é você... e mais ninguém. A noção dos seus limites está em você. Quem viveu emoções fortes, tentou tantas vezes e não deu, quem sabe o quanto doeu tudo isso, e mais, quem precisa ser feliz em tudo isso é você.
Abraçar uma causa é fundamental para todo ser humano, mas a "sua" causa é a mais importante enquanto viver, enquanto existir a chama. Enfraqueça sua chama e nada mais valerá a pena: não valerá levantar da cama, não valerá tomar aquele banho caprichado, não valerá olhar para a frente e esperar que algo aconteça.
Sempre digo que "hábito é algo que precisamos criar". Tudo o que fazemos por mais de 20 dias torna-se um hábito. Crie o hábito de se motivar, descubra onde estão as suas fontes internas. Talvez seu poço tenha secado, mas por que não crer na possibilidade de que existam outros poços? Comece a procurar! Se você está num deserto, não pode ficar parado, tem que achar água. E quem lhe garante que dentro de você também não exista um deserto?
Felicidade é um conceito motivacional. Não é tangível. Ninguém é mais feliz do que ninguém. Você é quem decide como irá se motivar, como irá ser feliz, mexendo no que tem aí dentro. Estude a respeito. Encontre seus pontos internos e tenha o prazer em se conhecer.
Acordar e desanimar é bastante fácil.
Sugiro que você vá até o espelho do seu banheiro, neste instante, e apresente-se a alguém. Esta pessoa bem interessante que vai adorar lhe conhecer é você mesmo(a)! Tenha a nobreza de responder: "Muito prazer!"
Em seguida, tome um bom banho e deixe a água corrente lavar tudooooo!
Motivação começa por aí! Tentativa e erro: não deu certo? tente de novo!
Jorge Sabongi - Julho/2004
Dança do ventre...na Grécia...
Tive curiosidade em saber como é a dança do ventre em outros países,
quais as características, como ela surgiu naquele país, etc.
Esses dias tive curiosidade em saber como seria a dança do ventre na Grécia...
Olha o que eu achei na web:
Esses dias tive curiosidade em saber como seria a dança do ventre na Grécia...
Olha o que eu achei na web:
Tsifteteli
é o nome dado a dança do ventre grega. A origem do nome vem da palavra
turca “chifteteli”, que significa “duas cordas”. Essa dança chegou até a
Grécia levada pelos gregos da Ásia Menor, que se espalhavam por todo o
país fugindo da invasão turca.
A
Grécia foi ocupada pelos turcos durante quatro séculos, tendo sido
parte do Império Otomano. Até o começo do século XIX havia muitos gregos
vivendo na Turquia e muitos turcos vivendo na Grécia, o que
possibilitou grande intercâmbio nas artes, culinária, etc.
A
partir da independência da Grécia, os gregos que viviam em cidades
turcas vieram para território grego. Esses, por sua vez, tinham uma
tradição musical bastante marcante, influenciada pela música árabe,
armênia e turca.
Talvez
para lembrar de sua terra natal, esses povos desenvolveram ainda mais
suas tradições musicais em solo grego.
Contudo, muito provavelmente, a
dança do ventre já existia na Grécia. As mulheres gregas antigas
dançavam para Afrodite, a deusa do amor. A possibilidade de ser esta a
dança do ventre é considerável, já que o intercâmbio cultural entre
povos do oriente médio e gregos era muito acentuado.
O
tsifteteli passou por algumas mudanças nos últimos oitenta anos. O
conteúdo das músicas passou a ser mais alegre e festivo. Isso, ao passo
que as antigas refletiam claramente o sofrimento dos povos que foram
forçados a emigrar, deixar sua terra natal. Portanto, o tsifteteli
original não era uma dança alegre, mas uma introspecção. As músicas
modernas desse estilo são bem diferentes, mas alegres, divertidas e mais
similares as orientais. Por isso, hoje se pode dançar o tsifteteli com
passos de dança do ventre tradicional.
Atualmente,
o tsifteteli é dançado em todos os lugares: festas folclóricas, casas
noturnas e buzukias (casas noturnas onde se toca buzuki instrumento de
cordas grego) e festas particulares. Trata-se de uma dança social.
Dançado por casais, é uma forma de expressão da alma e um jogo amoroso.
Autora:
Tamara Hannah – professora e bailarina profissional de dança do ventre,
formada há dez anos pela Mestra Samira Samia, com Selo de Excelência
Oriente, Encanto e Magia. Temporada em Nova York, ano de 2008.
Participação especial na novela Belíssima, TV Globo, 2006. Proprietária
do Estúdio Danças do Mundo, de São Paulo. Fone: (11) 3812-3938 - Site: www.tamaraenicolas.com
Matéria Publicada na edição nº 2 - Ano 1 - Novembro e Dezembro de 2010
do Guia Alif pág 12 - http://www.guia.alif.com.br/
do Guia Alif pág 12 - http://www.guia.alif.com.br/
Pequeno resumo de ritmos
O
Estudo dos Ritmos é importante para todos os praticantes desta Arte
pois é apartir deste que poderemos reconhecer as musicas e estilos da
dança do ventre. Quanto mais se escuta a música árabe, mais se
compreende os ritmos. Alguns deles são utilizados em situações
específicas como em danças folclóricas. É imprescindível que a
bailarina tenha conhecimento sobre os ritmos, tempos, compassos, frases
rítmicas por ser uma ferramenta necessária para a construção de
coreografias e improvisações.
Principais Ritmos:
BALADI
Compasso: 4/4 - significa que a cada compasso terá 4 tempos (batidas)
Cantando : Dum, Dum - takata - Dum - takata - taka
Baladi significa minha terra, meu país. É um ritmo folclórico em homenagem a terra e ao campo. Normalmente rápido e animado, permite muitas oportunidade de performance para a bailarina.
O Dum duplo ( Baladi 2 Dum ) tende a não ser tão evidente quando não há acompanhamento melódico. Por vezes, fica um pouco dificil identificar, ou seja, pode não ser ouvido de imediato.
MAKSUN
Compasso: 4/4 - significa que a cada compasso terá 4 tempos (batidas)
Cantando: Dum – takata – Dum - taka – taka ou
Dum – tá – takata – Dum – takata – taka ( rápido )
Amplamente utilizado no Egito, principalmente na música egípcia moderna. Possui variações, uma lenta e uma rápida. É um ritmo bastante animador.
A palavra Maksun, significa alguma coisa que foi partida pela metade, talvez pelo acento forte no contratempo entre um e dois. Sua diferença entre o Baladi é que o Baladi inicia-se com 2 Dum e o Maksun com 1 Dum ( por isso também é conhecido como Baladi de 1 Dum ) e é mais acelerado.
A grande maioria das músicas cantadas são acompanhadas por Maksun.
SAID
Compasso: 4/4 - significa que a cada compasso terá 4 tempos (batidas)
Cantando: Dum – takata – Dum,Dum – takata
Originário do Sul do Egito, é utilizado na Dança do bastão feminina.
Bastante utilizado em celebrações pelo povo da região chamada “SAID”. Existe a mais de 150 anos e tornou-se bastante popular e usualmente tocado de forma aceleradas com sobrepostas e fortes.
É o reverso do Baladi. Os dois Dum que iniciam o Baladi, no Said encontram-se no centro do compasso, nos tempos “E 2”. As vezes é tocado com uma antecipação do primeiro tempo, tornando mais quebrado e rico.
WHADA WO NOZ
Compasso: 8/4 - significa que a cada compasso terá 8 tempos (batidas)
Cantando: Dum – takata-takata – takaDum, Dum tá ou
Dum – taka-taka – Dum,Dum-tá.
Whada é um em árabe e corresponde ao primeiro Dum do compasso, e Wo Noz significa no meio.
O ritmo lembra o caminhar do camelo no deserto. A metade dele é muito usadas nas músicas clássicas, servindo para quebrar uma evolução – parte da música mais acelerada – dando uma sensação de introspecção da bailarina aos seus movimentos corporais.
A bailarina deve evitar seguir somente os acentos fortes do ritmo para não ignorar o solo do instrumento melódico.
AYUBI/ZAAR
Compasso: 2/4 - significa que a cada compasso terá 2 tempos (batidas)
Cantando: ( lento ) Dum – kaDum ,kaDum – kaDum,kaDum...
( rápido ) Dum – kaDum,kaDum,kaDum,kaDum...
É um ritmo linear e constante o tempo todo.
Tocado no oriente desde a Turquia até o Egito, ele se encaixa bem com outros ritmos principalmente para acentua-los, além de ser encontrado tanto em músicas clássicas como em popular.
Não é executado durante muito tempo por ser monótono. A dança egípcia zaar é realizada para afastar maus espíritos.
SAAIDI: ritmo 4/4, originário de El Saaid, no Alto Egito (era chamado de Raks Al Assaya). Utilizado para a dança da bengala ou bastão. Dum -tá-takaDum-Dum-taka-tá
SOUDI/KHALEEGE: ritmo utilizado para o khaleege. Dum--Dum--tá-/ Dum--Dum--tá-/ Dum
MAQSOUM: ritmo 4/4 amplamente utilizado no Egito. Possui duas variações, uma lenta e uma rápida. Significa “cortado ao meio”. DUM Tá-Tá DUM- Tá
FALLAHI: os fallahin são fazendeiros egípcios que utilizam este ritmo 2/4 em suas celebrações. É tocado, geralmente, duas vezes mais rápido que o maqsoum. Dum-takataka-tá, Dum takataka
MASMOUDI: ritmo 8/4 egípcio. O masmoudi kebir é também chamado “masmoudi de guerra”, devido a sua cadência agressiva. Dum- Dum- Dum-takataka-Dum-taka-taka
CHIFITELLI: ritmo 8/4, que é executado lentamente (comparando-o ao Balady). Originou-se provavelmente na Grécia ou na Turquia. Além de utilizado na Raks el Charky, também é utilizado na Turquia como dança de casais. Dum-katá-katá-Dum-taka-tá
MALFUF ritmo 2/4 egípcio bastante utilizado na Raks Charky, sobretudo, para entrar ou sair do palco. Dum-katá -katá-/Dum-katá -katá-/Dum
SAMAAI: bastante utilizado na música egípcia. Possui uma seqüência de três partes. Compõe um ritmo 10/8. Dum-taka-taka-tá, taka-Dum,Dum-tá
TAKSIM: é uma improvisação que não possui ritmo ou estrutura definida.
Principais Ritmos:
BALADI
Compasso: 4/4 - significa que a cada compasso terá 4 tempos (batidas)
Cantando : Dum, Dum - takata - Dum - takata - taka
Baladi significa minha terra, meu país. É um ritmo folclórico em homenagem a terra e ao campo. Normalmente rápido e animado, permite muitas oportunidade de performance para a bailarina.
O Dum duplo ( Baladi 2 Dum ) tende a não ser tão evidente quando não há acompanhamento melódico. Por vezes, fica um pouco dificil identificar, ou seja, pode não ser ouvido de imediato.
MAKSUN
Compasso: 4/4 - significa que a cada compasso terá 4 tempos (batidas)
Cantando: Dum – takata – Dum - taka – taka ou
Dum – tá – takata – Dum – takata – taka ( rápido )
Amplamente utilizado no Egito, principalmente na música egípcia moderna. Possui variações, uma lenta e uma rápida. É um ritmo bastante animador.
A palavra Maksun, significa alguma coisa que foi partida pela metade, talvez pelo acento forte no contratempo entre um e dois. Sua diferença entre o Baladi é que o Baladi inicia-se com 2 Dum e o Maksun com 1 Dum ( por isso também é conhecido como Baladi de 1 Dum ) e é mais acelerado.
A grande maioria das músicas cantadas são acompanhadas por Maksun.
SAID
Compasso: 4/4 - significa que a cada compasso terá 4 tempos (batidas)
Cantando: Dum – takata – Dum,Dum – takata
Originário do Sul do Egito, é utilizado na Dança do bastão feminina.
Bastante utilizado em celebrações pelo povo da região chamada “SAID”. Existe a mais de 150 anos e tornou-se bastante popular e usualmente tocado de forma aceleradas com sobrepostas e fortes.
É o reverso do Baladi. Os dois Dum que iniciam o Baladi, no Said encontram-se no centro do compasso, nos tempos “E 2”. As vezes é tocado com uma antecipação do primeiro tempo, tornando mais quebrado e rico.
WHADA WO NOZ
Compasso: 8/4 - significa que a cada compasso terá 8 tempos (batidas)
Cantando: Dum – takata-takata – takaDum, Dum tá ou
Dum – taka-taka – Dum,Dum-tá.
Whada é um em árabe e corresponde ao primeiro Dum do compasso, e Wo Noz significa no meio.
O ritmo lembra o caminhar do camelo no deserto. A metade dele é muito usadas nas músicas clássicas, servindo para quebrar uma evolução – parte da música mais acelerada – dando uma sensação de introspecção da bailarina aos seus movimentos corporais.
A bailarina deve evitar seguir somente os acentos fortes do ritmo para não ignorar o solo do instrumento melódico.
AYUBI/ZAAR
Compasso: 2/4 - significa que a cada compasso terá 2 tempos (batidas)
Cantando: ( lento ) Dum – kaDum ,kaDum – kaDum,kaDum...
( rápido ) Dum – kaDum,kaDum,kaDum,kaDum...
É um ritmo linear e constante o tempo todo.
Tocado no oriente desde a Turquia até o Egito, ele se encaixa bem com outros ritmos principalmente para acentua-los, além de ser encontrado tanto em músicas clássicas como em popular.
Não é executado durante muito tempo por ser monótono. A dança egípcia zaar é realizada para afastar maus espíritos.
SAAIDI: ritmo 4/4, originário de El Saaid, no Alto Egito (era chamado de Raks Al Assaya). Utilizado para a dança da bengala ou bastão. Dum -tá-takaDum-Dum-taka-tá
SOUDI/KHALEEGE: ritmo utilizado para o khaleege. Dum--Dum--tá-/ Dum--Dum--tá-/ Dum
MAQSOUM: ritmo 4/4 amplamente utilizado no Egito. Possui duas variações, uma lenta e uma rápida. Significa “cortado ao meio”. DUM Tá-Tá DUM- Tá
FALLAHI: os fallahin são fazendeiros egípcios que utilizam este ritmo 2/4 em suas celebrações. É tocado, geralmente, duas vezes mais rápido que o maqsoum. Dum-takataka-tá, Dum takataka
MASMOUDI: ritmo 8/4 egípcio. O masmoudi kebir é também chamado “masmoudi de guerra”, devido a sua cadência agressiva. Dum- Dum- Dum-takataka-Dum-taka-taka
CHIFITELLI: ritmo 8/4, que é executado lentamente (comparando-o ao Balady). Originou-se provavelmente na Grécia ou na Turquia. Além de utilizado na Raks el Charky, também é utilizado na Turquia como dança de casais. Dum-katá-katá-Dum-taka-tá
MALFUF ritmo 2/4 egípcio bastante utilizado na Raks Charky, sobretudo, para entrar ou sair do palco. Dum-katá -katá-/Dum-katá -katá-/Dum
SAMAAI: bastante utilizado na música egípcia. Possui uma seqüência de três partes. Compõe um ritmo 10/8. Dum-taka-taka-tá, taka-Dum,Dum-tá
TAKSIM: é uma improvisação que não possui ritmo ou estrutura definida.
Fonte: http://flaviakahyna.multiply.com/reviews/item/46 (texto copiado na íntegra)
domingo, 26 de julho de 2015
Artigo do China Chic sobre o Japão...
Encontrei um post no blog China Chique que falava sobre dança no Japão.
Achei bem curioso e vou colocar aqui.
Quem quiser ler mais sobre o assunto leia lá no blog do China Chique.
"vi uma matéria hoje na CNN Ásia
que me deixou surpresa, para não dizer chocada. Imagine a cena: fim de
semana, você sai de casa para curtir a noite com os amigos, entra em um
club de música e dá de cara com os cartazes abaixo.
What??? Isso mesmo que você leu! O simples fato de dançar em clubes,
bares ou qualquer lugar público é estritamente proibido no Japão! Dá
para acreditar?
Essa lei, em japonês fueiho, foi criada em 1948 para acabar com a prostituição na epóca em que o país estava devastado pela II Guerra Mundial. Nas décadas de 70, 80 e 90 o país já estava em uma situação melhor, as danças recomeçarem e a polícia meio que “fechou os olhos” para isso. Mas, depois de serem divulgados casos de drogas envolvendo celebridades e da morte de uma jovem em uma balada em Osaka, em 2010, a proibição da dança voltou a prevalecer, assim como as detenções passaram a ser constantes. Hoje, políciais invadem casas noturnas, acabam com a festa e arrastam djs e donos de clubes para a delegacia para fazer teste de drogas. Eles ainda podem responder pelo crime de deixar as pessoas dançarem, com chance de serem presos. Seria cômico se não fosse verdade!
Essa lei, em japonês fueiho, foi criada em 1948 para acabar com a prostituição na epóca em que o país estava devastado pela II Guerra Mundial. Nas décadas de 70, 80 e 90 o país já estava em uma situação melhor, as danças recomeçarem e a polícia meio que “fechou os olhos” para isso. Mas, depois de serem divulgados casos de drogas envolvendo celebridades e da morte de uma jovem em uma balada em Osaka, em 2010, a proibição da dança voltou a prevalecer, assim como as detenções passaram a ser constantes. Hoje, políciais invadem casas noturnas, acabam com a festa e arrastam djs e donos de clubes para a delegacia para fazer teste de drogas. Eles ainda podem responder pelo crime de deixar as pessoas dançarem, com chance de serem presos. Seria cômico se não fosse verdade!
Alguns lugares até tem permissão para deixar as pessoas dançarem, mas
devem fechar as portas até a meia noite. E as restrições não param por
aí: as luzes não podem ser muito escuras, para evitar uso de drogas,
violência e abusos sexuais (que amigas que moraram no Japão me contaram,
acontece muito). Na entrevista feita com Murata, dono de alguns clubes
de Tóquio, ele diz que já passou 21 dias na cadeia por violar a
proibição da dança e vive com medo de ser pego pela polícia de novo,
tanto que a sua casa noturna é subterrânea, bem escondida.
Empresários, djs, amantes da música e advogados se uniram para pedir o
fim dessa lei. Até políticos querem acabar com a proibição, alegando
que o país precisa ter vida noturna para atrair mais turistas para as
Olimpíadas de Tóquio, em 2020. Pelo menos, eles já podem respirar (um
pouquinho) aliviados, pois parece que está sendo criada uma lei que
permite que alguns lugares liberem a dança all night long, nas
noites de sexta-feira. Mas claro, com uma condição: as luzes devem ter
mais de 10 lux, semelhante a uma sala de cinema com a luz acesa. É isso
ou nada!"
fonte: http://chinachicblog.com/tag/asia/
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Os caminhos do universo da dança Butô
Publicado por FJSP em Arte e Cultura
http://fjsp.org.br/agenda/percursos-do-buto/
O Butô foi conhecido pelo mundo como a dança das trevas (Ankoku Butoh) nos anos 60.
O mexicano Diego Piñón que foi discípulo de Kazuo Ohno, o japonês Kota Yamazaki que conheceu o Butô com Akira Kasai, e os brasileiros Emilie Sugai e José Maria Carvalho,
ambos fortemente influenciados pelo diretor coreógrafo Takao Kusuno
(1945-2001), o precursor do Butô no Brasil. Foi Kusuno quem concretizou a
primeira turnê do Kazuo Ohno no País, em 1986, e também deixou sua
marca através da Cia Tamanduá de Dança Teatro, com obras como a lendária
obra “O Olho do Tamanduá”, em que explorou o encontro da expressão da
cultura brasileira com o universo Butô, e que contou com Emilie Sugai e
José Maria Carvalho no elenco, entre outros.
Diego Piñón
Na peça “N’TANTUKU-ICHI – Buscando la huella amorosa/Looking for the
trace of love” (2011), como um ritual contemporâneo de comunicação, com
um título em língua mixteca, Diego Piñón expressa uma revolta sobre a
ambivalência e a contradição da estrutura humana para sobreviver no
contexto da masculinidade.
Seu estilo de dança é o resultado de
mais de 35 anos de pesquisa em diferentes áreas:
artística-terapêutica-artes cênicas, e partindo de uma investigação de
suas raízes mexicanas, xamanísticas e de um treinamento mexicano
energético, integrou a dança e o teatro até encontrar uma profunda
conexão com o Butô de seus mestres, principalmente Kazuo Ohno, Yoshito
Ohno, Natsu Nakajima, Min Tanaka, Mitsuyo Uesugi. Nomeia sua proposta
singular de Butoh Ritual Mexicano, e desde 1994 tem se apresentado no
México, Estados Unidos, Canadá, Europa e Japão, transmitindo um
sentimento de transformação pessoal e integração coletiva através da
abordagem do Ritual de Dança, como uma alternativa holística a serviço
da expressão e punição humana. Piñón acredita que ao combinar diferentes
realidades: mente, corpo, alma, como parte da manifestação do universo,
a dança atingirá um novo nível de consciência, ultrapassando, assim, os
padrões egocêntricos.
“Um dos elementos fundamentais desta
proposta está relacionado ao trabalho coletivo, o ter sempre uma
testemunha-receptora de nossos atos e explorações de tal forma que
possamos transcender as respostas aprendidas e as reações cotidianas:
nossa personalidade, que nos protege e que por sua vez nos aprisiona”,
afirma Diego Piñón.
Kota Yamazaki
Apresenta a peça “IRUKA” (2007), uma viagem entre dois elementos como
ying e yan, mais e menos, ação e reação, e o efeito físico perturbador
causado pelo cruzamento destes aspectos é a intenção da peça. O título
significa “Você está aqui?”, mas também questiona “Para quê o corpo
existe?”.
Nascido em Niigata, no Japão,
graduou-se no Bunka Fashion College. Em 1977, conheceu e se aperfeiçoou
no Butô com Akira Kasai. Foi o diretor artístico da companhia rosy co.,
de 1996 a 2001, desenvolvendo inúmeras obras em colaboração com artistas
de diferentes áreas, como o arquiteto Toyo Ito. Em 2002 funda nova
companhia, Kota Yamazaki/Fluid hug-hug, em Nova Iorque, apresentando-se
em festivais como PICA/TBA, BAM Harvey Theater, Melbourne International
Arts, entre outras. Leciona na Bennington College, Yotsuya Art Studium
na Kinki University. No ano de 2007, recebeu, com Germaine Acogny, o
prêmio The New York Dance and Performance Award (Bessie Award) pela
coreografia de FAGAALA. Desde 2009 é o diretor do Body-Arts Laboratory e
organiza o Festival Whenever Whenever em Tóquio. Em 2013, recebe o prêmio Foundation for Contemporary Arts Grant Award, nos Estados Unidos.
Fundado sob o lema “viagem, intercâmbio e pesquisa”, Kota
Yamazaki/Fluid hug-hug tem recebido inúmeros convites para apresentações
(Chicago Columbia College Dance Center, Global Dance Festival, Arizona
State University, PICA; TBA Festival, University of Riverside, The NUS
for the Arts, SPAC, Bank Art, Melbourne International Arts Festival,
Dance Theater Workshop, Painted Bride Art Center, 92nd Street Y Harkness
Dance Festival, Danspace Project, entre outros) e Yamazaki tem sido
convidado para criação de obras inéditas para companhias dos Estados
Unidos, Japão, Coreia, Austrália, Canadá e Senegal.
“O butô nasceu da vanguarda no Japão e, desde então formaram-se
muitos dançarinos de diversos estilos. O butô, na minha opinião, não
requer um motivo, mas um corpo que preserve uma linguagem própria e não
seja consumido”, diz Kota Yamazaki.
Emilie Sugai
Na
obra “LUNARIS” (2011), inspirado na poesia de Matsuo Bashô (1644-1694),
Emilie Sugai cria uma interface de comunicação artística entre a
linguagem do corpo e a imagem da lua, traduzindo-se em um ensaio poético
narrado entre luzes e sombras.
Coreógrafa e intérprete, desenvolve
uma linguagem própria e singular, em criações solos e em grupos, fruto
de suas inquietações artísticas e de vida, geradas das influências
recebidas de seu mestre Takao Kusuno (1945-2001) no período de 1991 a
2001, das pesquisas relacionadas às memórias do corpo, da ancestralidade
e de colaborações com artistas da dança, teatro, cinema e videoarte.
Premiada com a Bolsa Vitae de Artes
(1999) aprofundou as investigações relacionadas às memórias do corpo
como nipo-brasileira, com a Bolsa UNESCO-Aschberg ministrou um ateliê
coreográfico no Senegal, África, com dançarinos e percussionistas
tradicionais senegaleses (2003), recebeu os Prêmios FUNARTE de Dança
Klauss Vianna (2006/2007), Prêmio APCA como melhor concepção em dança em
2008, entre outros.
Criou os espetáculos “Tabi” (2002),
“Totem” (2004), “Intimidade das Imagens” (2006), “Hagoromo o manto de
plumas” (2008), e, recentemente “Lunaris – o mundo que passa”(2011).
Paralelamente participou de duas produções com consagrados diretores:
“Foi Carmen Miranda” sob direção de Antunes Filho, uma homenagem a Kazuo
Ohno em Yokohama-Japão (2005); e com a Cia. Pappa Tarahumara em Tóquio,
Japão, na montagem do espetáculo “Heart of Gold”, baseado na obra Cem
Anos de Solidão de Gabriel Garcia Marquez, sob direção do japonês
Hiroshi Koike (2005). Com a Cia. Tamanduá de Dança Teatro fundada em
1995 sob direção de Takao Kusuno e Felicia Ogawa participou de diversos
festivais internacionais de teatro (Alemanha, Cuba, Japão, Brasil), com
os espetáculos “O Olho do Tamanduá” (Troféu Mambembe de Dança/1995) e
“Quimera o anjo vai voando”(1999), a última obra de Kusuno.
“Caminhar lentamente deslizando, com
todos os poros atentos, os pés firmes no chão e o olhar voltado para
dentro. Dançar sem dançar, as mãos apoiadas no gesto. Expressar o
binômio nascimento e morte: a própria vida. As marcas da personalidade e
da história de cada um apagam-se com o branco que cobre o corpo todo.
Fica a essência do vazio e o movimento do corpo a única linguagem. É
isto que a arte butoh nos permite fazer, num caminho circular e espiralado, como dizia Takao Kusuno”, afirma Emilie Sugai sobre a sua dança Butô.
José Maria Carvalho
Na peça “Memória do Amanhecer” (1995), Carvalho propõe discutir a força do ciclo: vida, morte e renascimento. E em “Vaqueiro”
(1995), o desafio é expressar forças paradoxais: as condições extremas
da vida no lugar, a coragem e a brutalidade convivem com a paixão, a
força e a suavidade na alma. A releitura das duas peças solo compõem
Ciclo da Terra, que dedica uma homenagem a Takao Kusuno e Felícia Ogawa,
com quem atuou na cia. Tamanduá de Dança Teatro, e que deixaram um
legado de ensinamentos e exemplos de dedicação à arte do corpo, a dança e
a vida, segundo Carvalho.
Dançarino, diretor, professor e pesquisador de dança, Carvalho vem
desenvolvendo uma pesquisa de linguagem em dança, investigando a
aplicação deste método na criação de parâmetros corporais, corpo de
fluxo, habitado por intensidades, e que possibilite a criação de uma
dança/acontecimento, dança do devir. Foi bailarino-intérprete do
espetáculo “Cavaleiro da Rosa”, em 1987, com direção de Ivaldo Bertazzo.
Entre 1992 e 1993, participa como dançarino criador de “Sáfara: Ciranda
para uma Lua e Meia”, com direção de Denilto Gomes. Participa como
interprete no projeto “Agosto”, em 2000, e Sofia Cavalcante, projeto que
recebeu o Prêmio Estimulo FUNARTE. Em 2001, cria o espetáculo ‘Sollos”,
com apoio do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Em 2002, começa a
pesquisa sobre a obra do escritor Guimarães Rosa, que culmina no
espetáculo “100 Anos de Rosa”, apresentado na Galeria Olido, em 2008. Em
2003, participa da Bienal Internacional de Artes de Kyoto, Japão, com o
espetáculo “O Olho do Tamanduá”, da cia. Tamanduá de Dança Teatro. Em
2010/2011, desenvolve a performance/pesquisa “Radiodança – pesquisa de
linguagem”.
“Conheci a dança Butô com Takao kusuno. Seu modo singular de ver e
viver a vida e pensar a arte. Por seu intermédio conheci Kazuo Ohno e
sua dança da alma. Pura intensidade, ser de sensação. Com o grupo
Tamanduá dei meus primeiros passos nesta longa jornada de vida/arte.
Acredito na dança/Butô como uma arte que cria potência de vida. Vida
criativa capaz de criar novos mundos.”, cita José Maria Carvalho.
Diego Piñón teve como mestre o Kazuo Ohno e explora suas raízes na
cultura mexicana para as criações. Kota Yamazaki foi discípulo de Akira
Kasai e experiencia o conceito de fluidez no encontro das pessoas
enquanto dirige seu grupo de dança em Nova Iorque. E Emilie Sugai e José
Maria Carvalho foram integrantes da Companhia Tamanduá de Dança Teatro
dirigido por Takao Kusuno, o precursor do Butô no Brasil, e trilham seus
caminhos com linguagens e expressões próprias. A vivência e o universo
de cada um destes quatro intérpretes descrevem um panorama da dança Butô
que se envereda pelo mundo.
COMO FAZER O CURRÍCULO DE ARTISTA E O PORTFÓLIO
Mini compilação de informações sobre portfólio, para dar uma clareada nas ideias de quem ainda engatinha no assunto e, como eu, andava "boiando".
Há mais informações nos links dos autores, abaixo.
fonte: http://almadoartista.blogspot.com
http://www.lidydutra.com/2013/07/como-montar-um-portfolio.html
Segundo Rogério Dal' Mas o currículo de um artista deve constar alguns dados como:
- Nome, nome artístico (apenas se usar um nome diferente como artista), idade, local de nascimento
- Endereço, telefone, e-mail e site (se houver)
- Formação: cursos, bolsas (se tiver apenas aula com um artista, cite o artista; se for autodidata, escreva "autodidata"
- Ocupação/Experiência de professor de Artes, se tiver (opcional)
- Exposições coletivas e individuais (se houver muitas, incluir apenas as mais importantes)
- Foto 3x4 anexada (opcional)
- Publicações de sua autoria relacionadas a Artes (se houver)
Não se acanhe se houver pouco conteúdo. Um artista não se faz da noite para o dia, e os especialistas sabem disto. Mesmo querendo mostrar quantidade, evite exagerar no número de foto se de textos. O seu portfólio é geralmente mais um entre muitos que vai ser analisado em uma seleção. Portanto inclua o que existe de essencial no seu trabalho e seja claro e objetivo
No blog da Lidiane, ela diz que:
"O que você fazia aos 10 anos de idade definitivamente não interessa a quem vai apreciar o seu trabalho"
"A área de interesse: para que você precisa montar um portfólio?
Pode ser para editais de fomento à cultura, seleção de estágio, vagas de
trabalho, projetos acadêmicos, curadoria... Preste bastante atenção
nesse ponto, parece banal, mas muita gente simplesmente não lê a
documentação exigida num processo seletivo e não apresenta algo
consistente. Geralmente, é publicado um modelo a ser seguido, e cada
instituição/ empresa tem suas regras.
Foco: se a empresa está contratando um ilustrador, de nada adianta mostrar fotos de uma exposição de pinturas a óleo, feita há 5 anos atrás. Se você não tem uma quantidade relevante de trabalhos, aposte na qualidade... sempre.
Breve currículo: o curso de informática básica feito no Ensino Médio não precisa ser mencionado. Apresente sua formação acadêmica, experiência profissional, softwares que domina e exposições ou publicações das quais tenha participado. Nada de encher várias páginas com reflexões e devaneios. Mantenha o foco no seu trabalho e na área de seleção. E escreva ao menos um parágrafo conciso sobre sua contribuição para o projeto/ vaga de emprego/ galeria, etc, pois demonstra interesse e transmite a sensação de que você realmente quer contribuir e crescer.
Separação do material: deixe os seus originais em casa e faça cópias em alta resolução, de preferência em papel couché ou superior. Mostre detalhes de uma peça, aplicações e, se for utilizar fotos, jamais escolha as que estão com luz estourada, muito escuras ou fora de foco. Qualidade é tudo.
Suportes: nada mais desagradável e amador do que receber um "portfólio" num envelope pardo, ou então preso a um clipes. Tenha sempre uma pasta catálogo, tamanho A3 ou A4, mantenha as folhas plásticas limpas e crie uma página de identificação. São detalhes pequenos, mas que fazem diferença. Higiene e cuidado demonstram maturidade e respeito com o próprio trabalho. Não precisa ser um material caro, mas sim que se adapte às necessidades toda vez que você precisar mostrar sua arte. Geralmente, os portfólios são devolvidos em até 30 dias, após as seleções ocorrerem.
Na rede: uma boa alternativa é manter um portfólio online em plataformas profissionais, como o Flickr, Carbonmade e Behance. São locais que permitem a criação de álbuns, coleções, tags, dentre outros recursos que facilitam a catalogação dos trabalhos, além de possuírem conexões com várias redes sociais. Ter uma versão em PDF também ajuda muito no envio de arquivos pela internet".
Foco: se a empresa está contratando um ilustrador, de nada adianta mostrar fotos de uma exposição de pinturas a óleo, feita há 5 anos atrás. Se você não tem uma quantidade relevante de trabalhos, aposte na qualidade... sempre.
Breve currículo: o curso de informática básica feito no Ensino Médio não precisa ser mencionado. Apresente sua formação acadêmica, experiência profissional, softwares que domina e exposições ou publicações das quais tenha participado. Nada de encher várias páginas com reflexões e devaneios. Mantenha o foco no seu trabalho e na área de seleção. E escreva ao menos um parágrafo conciso sobre sua contribuição para o projeto/ vaga de emprego/ galeria, etc, pois demonstra interesse e transmite a sensação de que você realmente quer contribuir e crescer.
Separação do material: deixe os seus originais em casa e faça cópias em alta resolução, de preferência em papel couché ou superior. Mostre detalhes de uma peça, aplicações e, se for utilizar fotos, jamais escolha as que estão com luz estourada, muito escuras ou fora de foco. Qualidade é tudo.
Suportes: nada mais desagradável e amador do que receber um "portfólio" num envelope pardo, ou então preso a um clipes. Tenha sempre uma pasta catálogo, tamanho A3 ou A4, mantenha as folhas plásticas limpas e crie uma página de identificação. São detalhes pequenos, mas que fazem diferença. Higiene e cuidado demonstram maturidade e respeito com o próprio trabalho. Não precisa ser um material caro, mas sim que se adapte às necessidades toda vez que você precisar mostrar sua arte. Geralmente, os portfólios são devolvidos em até 30 dias, após as seleções ocorrerem.
Na rede: uma boa alternativa é manter um portfólio online em plataformas profissionais, como o Flickr, Carbonmade e Behance. São locais que permitem a criação de álbuns, coleções, tags, dentre outros recursos que facilitam a catalogação dos trabalhos, além de possuírem conexões com várias redes sociais. Ter uma versão em PDF também ajuda muito no envio de arquivos pela internet".
bye bye!!
sábado, 2 de maio de 2015
A dança do ventre no Japão - Por Lulu
Fonte: http://lulushangrilahouse.blogspot.com.br/2012/05/danca-oriental-no-japao-o-comeco-de.html (com modificações na escrita)
Mioko Ebihara,” Aini “ Inako Matsuya, e Kareema são nomes tradicionais e respeitados na Dança do Ventre no Japão. A existência da dança no cenário japonês, se estabeleceu a partir de 1984.
Antes de 2005 (época em que ocorreu o boom no Japão), os grupos que tinham interesse na dança eram:
- Modelos e profissionais ligadas ao mundo fashion . Dança do ventre era sinônimo de estar antenadas com as novas tendências.
- Mulheres que buscavam por um exercício físico e viam na dança um convite sedutor. Algumas, amparadas por sua própria independência, buscaram uma nova forma de expressão. Essa foi a razão que levou, Hiromi Yamanaka, a experimentar as aulas de dança pela primeira vez.
Atualmente, Hiromi, é profissional na área da dança, além de ser organizadora de eventos internacionais. Ela considera que existem razões muito fortes para que a dança permaneça viva no Japão.
As mulheres que experimentaram a dança do ventre no Japão, redescobriram a possibilidade de viver sua feminilidade de forma plena, saudável e independente.
Voltando ao ano de 2005, o modismo ocorreu quando um importante programa vespertino
na TV nacional, anunciava que esta prática era maravilhosa para
auxiliar em dietas e a busca por um corpo ideal. Assim, novos estúdios de dança foram abertos e o nível de qualidade melhorou com a visita de professores internacionais e grandes Festivais.
Lulu Sabongi acredita que a dança do ventre no Japão possui terreno fértil e será sempre aclamada como a
grande alternativa para a mulher japonesa, sem importar sua classe social, atividade profissional
ou idade.
Lulu Sabongi
Tóquio
- abril 2009- esse artigo foi escrito para uma revista.
terça-feira, 31 de março de 2015
à escuta do movimento...uma escola que se dança
Dissertação: http://bdm.unb.br/bitstream/10483/5738/1/2013_GustavoHenriqueGris%20-%20parcial.pdf
A Importância da dança no processo Ensino Aprendizagem
fonte:http://monografias.brasilescola.com/educacao/a-importancia-danca-no-processo-ensino-aprendizagem.htm
A dança aprimorando as habilidades básicas, dos padrões fundamentais do movimento.
RESUMO
A dança enquanto um processo educacional, não se resume simplesmente em
aquisição de habilidades, mas sim, poderá contribui para o
aprimoramento das habilidades básicas, dos padrões fundamentais do
movimento, no desenvolvimento das potencialidades humanas e sua relação
com o mundo. O uso da dança como prática pedagógica favorece a
criatividade, além de favorecer no processo de construção de
conhecimento.
Este trabalho tem como objetivo refletir a importância da dança na
escola, como instrumento de socialização, para a formação de cidadãos
críticos, participativos e responsáveis. A dança, sendo uma experiência
corporal, possibilitará aos alunos novas formas de expressão e
comunicação, levando-os à descoberta da sua linguagem corporal, que
contribuirá para o processo ensino aprendizagem.
Palavras chaves: Dança, habilidade, socialização e processo ensino aprendizagem.
Abstract:
The dance as an educational process, not just simply in acquiring
skills, but may be contributing to the improvement of basic skills,
fundamental movement patterns in the development of human potential and
its relationship with the world. The use of dance as a pedagogical
practice, fosters creativity, and encourage the process of knowledge
construction. This work aims to reflect the importance of dance in the
school as an instrument of socialization, for the formation of critical
citizens, participatory and accountable. The dance is a bodily
experience; enable students to new forms of expression and
communication, leading them to the discovery of his body language, which
will contribute to the learning process. Keywords: Dance, ability,
socialization and learning process.
SUMÁRIO
| INTRODUÇÃO | 9 |
| I. O AVANÇO DA DANÇA COMO PROCESSO DE APRENDIZAGEM, DIANTE DO HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO | 12 |
I. I – História da Dança
|
12 |
I. II - Histórico da educação no país
|
16 |
I. III - O desenvolvimento do processo ensino aprendizagem
|
19 |
| II. A DANÇA NO ESPAÇO ESCOLAR: SEU HISTÓRICO E SUA PARTICIPAÇÃO PEDAGÓGICA | 23 |
II. I – Dança no espaço escolar
|
23 |
II. II - Visão dos professores e gestores com relação a influência /resultado da dança no processo ensino aprendizagem
|
28 |
| III. DANÇA: CONTRIBUIÇÕES E DIFICULDADES | 31 |
III. I – Contribuições da dança no processo ensino aprendizagem
|
31 |
III. II – As dificuldades enfrentadas pelo ensino da dança no processo de educação
|
36 |
| CONSIDERAÇOES FINAIS | 41 |
| REFERÊNCIAS | 42 |
INTRODUÇÃO
A presente monografia é parte de reflexões sobre a dança nos espaços
escolares como componente lúdico capaz de oferecer aos alunos um
importante instrumento pedagógico para o desenvolvimento corporal, além
de contribuir para o desenvolvimento da aprendizagem.
Pode-se dizer então, que a dança enquanto um processo educacional, não
se resume simplesmente em aquisição de habilidades, mas sim, poderá
estar contribuindo para o aprimoramento das habilidades básicas, dos
padrões fundamentais do movimento, no desenvolvimento das
potencialidades humanas e sua relação com o mundo. Além de favorecer no
processo de construção de conhecimento.
A monografia partiu das seguintes problemáticas: Será que a dança tem
sido vista como uma importante prática pedagógica ou um lazer? Por que
será que a dança raramente faz parte de nosso sistema escolar? Até que
ponto a dança pode contribuir para o desenvolvimento da aprendizagem?
Essa monografia justifica-se pela necessidade de conscientizar que a
dança como componente curricular não pretende formar bailarinos, antes
disso, pretende oferecer ao aluno uma relação mais efetiva e intimista
com a possibilidade de aprender e expressar-se criativamente através do
movimento.
Além do mais, a Dança na escola não é a arte do espetáculo, é educação
através da arte. A dança tem suma importância para alcançar os objetivos
da Educação, um deles sendo o desenvolvimento dos aspectos afetivo e
social, portanto esta prática propicia ao aluno grandes mudanças
internas e externas, no que se refere ao seu comportamento, na forma de
se expressar e pensar.
Foram utilizadas como hipóteses para a fundamentação dessa pesquisa:
que a dança como prática pedagógica implicará em um trabalho de
qualidade e facilitará o processo ensino aprendizagem, porém sem um
planejamento, resultará em um trabalho sem compromisso, que prioriza a
execução de movimentos corretos e perfeitos gerando assim a
competitividade entre os alunos.
Os objetivos dessa monografia foram investigar, sob forma
bibliográfica, de que forma a dança como prática educativa pode
contribuir com o processo ensino aprendizagem. A fim de levar os
educadores a refletirem sobre suas práticas pedagógicas, contribuindo de
maneira significativa para a entrada definitiva da dança no currículo
das escolas brasileiras. Conscientizar sobre a importância da dança no
espaço escolar. Incentivar a reflexão de novas idéias e discussões sobre
a educação pela dança.
Trata-se de uma pesquisa descritiva, qualitativa, inserida na
metodologia de pesquisa bibliográfica, onde foram analisados dados,
selecionando apenas os resultados que expressam significados sobre o
tema cuidado, obtidos pela análise temática de conteúdo. Assentada nos
pressupostos de Érica Verderi e Paulina Ossona e outros estudiosos do
tema em ação, que propõem a dança na escola como um recurso metodológico
para o trabalho do professor.
Tais estudiosos acreditam que a dança é tão importante para a criança
quanto falar, cantar, brincar. Inclui uma riqueza de movimentos que
envolvem corpo, espírito, mente e emoções, que enriquecem a
aprendizagem. Os gestos e movimentos expressivos nela existentes
favorecem uma ação livre e prazerosa. Por meio de ações que envolvem a
dança, o processo de aprendizagem ocorre de forma direta e íntima, pois a
criança assimila informações com o corpo, mente e emoções.
Esta monografia foi instituída em três capítulos: O primeiro capítulo
relata dobre a o avanço da dança como processo de aprendizagem, diante
do histórico da educação. O segundo capítulo discorre sobre a dança no
espaço escolar: seu histórico e sua participação pedagógica. Já o
terceiro capítulo trata da contribuição da dança e suas dificuldades no
processo de educação
I – O AVANÇO DA DANÇA COMO PROCESSO DE APRENDIZAGEM, DIANTE DO HISÓTRICO DA EDUCAÇÃO
I.I – História da Dança
A dança, em sentido geral, caracteriza-se pela arte de mover o corpo e
assume papel fundamental nos dias de hoje, enquanto forma de expressão
torna-se praticamente indispensável para vivermos presentes, críticos e
participantes em sociedade.
Fazendo uma analogia histórica, observa-se que todos os povos, desde a
Antigüidade, cultivavam formas expressivas como as danças, os jogos e as
lutas. De acordo com VERDERI ( 2009): “O homem
primitivo dançava por inúmeros significados: caça, colheita, alegria,
tristeza,... O homem dançava para tudo que tinha significado, sempre em
forma de ritual.”
Isso nos faz perceber que a dança é realmente uma das artes mais antiga
que o homem experimentou. E que ao longo dos anos evoluiu em conceitos,
nos fatos sociais e culturais, relevando a relação do homem com o mundo
e seus diferentes meios de vida.
Percebemos também que, o movimento dançado foi a primeira forma de
expressão emotiva, manifestação dos temores e sentimetos. Logo passou a
ser uma cerimonia, espetáculos, celebração, e por fim uma forma de
divertimento e aprendizagem.
Podemos observar que a dança foi uma forma de expressão de varios
acontecimentos que marcaram época na humanidade, a partir dela o homem
pode demonstrar papéis sociais e desempenhar relações dentro de uma
sociedade.
Ao longo da história a dança foi associada também ao universo
pedagógico, pois além de uma forma de diversão e espetáculo é, de acordo
com FERRARI(2003)," educação". Na educação, ela está
voltada para o desenvolvimento global da criança e do adolescente,
favorecendo todo tipo de aprendizado que eles necessitam.
Diante disso, podemos compreender que a dança tem grande valor pedagógico.
Ela possui uma importante ligação com a educação, visto que no universo
pedagógico ela auxilia o desenvolvimento do aluno, facilitando sua
aprendizagem e resultando na construção do conhecimento. De fato a dança
também é um meio de educação, como afirma o autor abaixo.
Nesta perspectiva, PEREIRA (2001) coloca que:
(...)“a dança é um conteúdo fundamental a ser trabalhado na escola: com
ela,pode-se levar os alunos a conhecerem a si próprios e/com os outros;
a explorarem o mundo da emoção e da imaginação; a criarem; a explorarem
novos sentidos, movimentos livres (...). Verifica-se assim, as
infinitas possibilidades de trabalho do/ para o aluno com sua
corporeidade por meio dessa atividade”.
Tal afirmativa nos faz compreender que trabalhar com a dança dentro de
uma visão pedagógica vai muito além do que ensinar gestos e técnicas aos
alunos. Na verdade trabalhar com a dança permite ensinar, da maneira
mais divertida, todo o potencial de expressão do corpo humano. É um
ótimo recurso pedagógico para desenvolver uma linguagem diferente da
fala e da escrita, e até mesmo aumentar a socialização da turma.
A dança com o passar do tempo foi ganhando cada vez mais espaço na área
educacional até chegar aos dias de hoje, porém não é a proposta desta
pesquisa relatar toda essa trajetória, mas apenas um breve
posicionamento de sua evolução, com finalidade de informação.
Segundo OSSONA (1988), nas antigas culturas a dança
teve um caráter de espetáculo, manifestações populares, e na Idade Média
passou a ser uma forma de entretenimento das classes altas e as do
povo. Segundo a autora, a dança desde a pré-história é uma forma de
manifestação, uma “expressão corporal”, que com o passar do tempo,
sofreu diversa influências e foi ganhando espaço na educação.
Com isso percebemos que a dança percorreu um longo caminho até obter
esse espaço, essa visão de dança como um recurso para a prática
pedagógica. Ela sofreu influências tecnológicas, foi também muito
influenciada pelas novas condições sociais fazendo surgir novas
propostas de arte enquanto forma de educação.
Podemos perceber tais influências no fato de terem surgidos novos
recursos musicais e instrumentais, e o fato da sociedade, hoje, ter mais
acesso a cultura, o que antigamente era restrito as classes sócias
altas.
Tais propostas são até hoje refletidas e discutidas, visto que muitas
pessoas ainda vêem a dança como apenas uma forma de diversão, como a
autora ressalta acima, “um espetáculo”, com isso esquecem o seu papel
pedagógico, suas diversas contribuições enquanto educação.
Durante uma ocasião a dança foi relacionada à Educação Física, chegando
a ser incluída na formação desses professores. Esta disciplina
tornou-se importante ao longo da época, que em seguida passou a fazer
parte dos currículos das licenciaturas de Educação Física em abrangência
nacional. O novo currículo confirmou a necessidade do profissional em
Educação Física desenvolver competências em termos de dança em suas
diferentes manifestações. Também surgem destaques de que o método Dança-
Educação Física vinha sendo fortalecido como proposta teórica voltada
para a integração do indivíduo como um todo.
(www.musica.ahistoria.com.br)
Ainda hoje, encontramos em muitas escolas a dança relacionada com a
Educação Física, muitas instituições ainda restringem o uso dessa arte
como um recurso pedagógico a ser utilizado em sala de aula, e a oferecem
apenas nas aulas de Educação Física, ou ainda como uma atividade
extracurricular da escola.
Em 1996, a nova Lei de Diretrizes e Bases (LDB) do Brasil instituído o
ensino obrigatório de Arte em território nacional “o ensino da arte
constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da
educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos
alunos” ( LDB 9394/96 Art. 26 - § 2º)
Tal proposta, como ressaltada na lei, visava o desenvolvimento cultural
do aluno a fim de que o mesmo despertasse o interesse pela arte e,
automaticamente, a consciência corporal. Porém, ainda encontramos
escolas que não possuem a disciplina, pelo fato de não terem professor
ou por diversos outros motivos, com isso nossos alunos continuam com uma
visão cultural muito restrita.
Finalmente, em 1997, foram publicados os Parâmetros Curriculares
Nacionais (PCN) que incluem, pela primeira vez na história do país, a
dança em seu rol de disciplinas. Ainda de acordo com PCNs, os principais
objetivos da dança seriam “valorizar diversas escolhas de interpretação
e criação, em sala de aula e na sociedade, situar e compreender as
relações entre corpo, dança e sociedade e buscar informações sobre dança
em livros e revistas e ou em conversas com profissionais” (BRASIL, 1997).
A inclusão da dança nos PCNs visava encarar o ensino da dança como uma
atividade educativa, recreativa e criativa, e também propiciar situações
para a construção do conhecimento, independente de se estar brincando,
pulando ou dançando. Teoricamente a proposta de inclusão da dança nos
PCNs é bastante significante para a nossa atual visão de educação, porém
é preciso ser reavaliada a prática dessa proposta, pois o que temos não
é um recurso para o aprendizado, mas uma forma de descanso, de diversão
e, até mesmo um recurso na falta de conteúdo programático.
Nessa perspectiva, hoje a dança é compreendida por muitos por seu valor
em si, muito mais do que um passatempo, um divertimento ou um enfeite. A
dança é tão importante quanto falar, cantar, brincar, inclui uma
riqueza de movimentos que envolvem corpo, espírito, mente e emoções, que
enriquece a aprendizagem.
I. II – Histórico da educação no país
A história da educação no Brasil tem início 1549 com os padres
jesuítas, eles fundam diversas escolas, uma rede de colégios
reconhecidos por sua qualidade, chegando a oferecer estudos paralelos ao
nível superior. LIMA (1969)
O relato do autor nos faz refletir que os padres jesuítas tiveram uma
grande importância para a história da nossa educação, visto que os
mesmos ofereceram diversas contribuições enquanto educadores. Além do
mais, como o próprio autor ressalta, foi através dos mesmos que surgiram
as primeiras escolas, as primeiras concepções de educação no país.
Em 1808, com a chegada da família Real no Brasil surgem instituições
culturais e científicas de ensino técnico e os primeiros cursos
superiores. Porém, somente após a independência do Brasil, em 1822, é
que ocorreram algumas mudanças sociais, políticas e econômicas, até
mesmo em termos de política educacional. LIMA (1969)
É de conhecimento geral que, a independência do Brasil, foi de suma
importância para o nosso país em termos de progressão, e não poderia ser
diferente no setor educacional, surgem políticas educacionais
importantes, com propostas realmente legitimas. Mesmo que, até os dias
atuais, muitas dessas propostas e ideologias ainda estejam na teoria,
outras já foram esquecidas com o passar do tempo.
Com a Constituição de 1824, surge o acordo que afirma que a educação
primária e gratuita para todos, que assegurava em seu Art. 1o que “em
todas as cidades, vilas e lugares mais populosos, haverão as escolas de
primeiras letras que forem necessárias”. (www.pedagogiaemfoco.pro.br)
Realmente, encontramos hoje, inúmeras escolas distribuídas por todos os
lugares, porém falta estrutura física e pedagógica, essas escolas
existem, mas muitas delas sem apoio político, social e econômico, faltam
professores, merenda, material didático, além de possuírem uma péssima
estrutura física. Além do mais, são salas de aulas com mais de 40
alunos, quando na verdade deveriam ter apenas 25, infelizmente essa é a
triste realidade de nossas escolas.
Com a descentralização da educação básica, instituída em 1834, é
autorizado as províncias o direito de legislar sobre a educação
primária, em conseqüência disso se ampliou ainda mais as diferenças
sociais e econômicas entre as elites do País e as camadas sociais
populares. PILLETTI (1996)
Tais diferenças sociais são perceptíveis até os dias atuais, no qual
ainda persiste uma desigualdade social bastante relevante, onde a
denominada Elite prevalece, em termos sociais e econômicos, sobre as
camadas sociais mais populares. A educação, ainda sofre as consequências
do jogo de poder, por estar de fato abrangida na política.
Durante a década 20, o Brasil começou a rever e reconstruir diversos
dos seus setores, o setor educacional sofreu inúmeras reformas no
ensino. Com isso, surgiu a primeira grande geração de educadores, como
Anísio Teixeira, Fernando de Azevedo, Lourenço Filho, Almeida Júnior,
entre outros. Esses educadores tinham idéias de “educação para todos” e
“educação gratuita” dando início à democratização do ensino. Eles ainda
publicaram o Manifesto dos Pioneiros, documento que defendia a igualdade
da educação, visto que eles eram contra ao caráter discriminatório e
antidemocrático que existia na época, onde destinava a escola
profissional para os pobres e o ensino acadêmico para a denominada
elite. ARANHA (2006)
Atualmente, a luta desses educadores ainda é defendida por muito
professores, visto que as idéias desses educadores, “educação para
todos” e “educação gratuita”, continuam a existir somente no documento.
Logo, continuamos a viver à mercê desse caráter discriminatório e
antidemocrático, no qual a “educação”, no sentido global, é na verdade
para uma minoria de privilegiados, e os menos favorecidos continuam a
receber uma educação que favorece a subordinação.
Em 1934 ocorreram avanços expressivos na área educacional. De 1945 até
1964, a educação brasileira passou por transformações significativas,
destacando-se campanhas e movimentos de alfabetização de adultos, além
da expansão do ensino primário e superior. E também a consolidação do
projeto da primeira LDB, que foi aprovada em 1961, lei nº 4.024. No
período de 1969 e 1971, foram sancionadas respectivamente a Lei 5.540/68
e 5.692/71, incluindo mudanças significativas na estrutura de ensino.
Em 1988 é promulgada uma Constituição que destaca a universalização do
ensino fundamental e o fim do analfabetismo, como conseqüência disso a
LDB 4024/61 cai em desuso. (ARANHA, 2006)
Com isso percebemos que apesar do projeto da lei nº4024/61 ser
avançado, com propostas bastantes relevantes, na época da apresentação,
ele se tornou antigo no decorrer dos debates, discussões e do confronto
de interesses. Com o passar do tempo, as propostas se encontraram
ultrapassadas, os interesses e os objetivos já não deveriam ser os
mesmos.
Somente em 1996 surgi a atual LDB 9394/96, que foi sancionada em 20 de dezembro de 1996. Baseada no princípio de “educação para todos”, a LDB de 1996 trouxe mudanças significativas para a educação, como a inclusão da educação infantil (creches e pré-escolas) como primeira etapa da educação básica:
“a educação infantil, primeira etapa da educação básica,
tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança
até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico,
intelectual e social, complementando a ação da família e
da comunidade. ( LDB 9394/96 Art. 29).
tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança
até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico,
intelectual e social, complementando a ação da família e
da comunidade. ( LDB 9394/96 Art. 29).
Atualmente, muitas mudanças ocorreram na educação, porém a mesma
continua a ter características de exclusão social, visto que ainda há
uma enorme diferença
social, onde a classe dominante recebe uma educação para a formação do
cidadão num todo e a classe menos favorecida uma educação para manter a
situação de subordinação.
Vivemos numa sociedade marcada pela história educacional de dominação,
onde prevalecem as idéias da classe dominante, onde a “igualdade de
educação para todos” só existe teoricamente.
No entender de SAVIANI (2003), a sociedade esteve condenada por
diversos séculos a idéia de que o ensino era apenas para alguns, e por
isso os demais não precisariam aprender, o mesmo ressalta tal afirmativa
ao declarar que “a sociedade como sendo essencialmente marcada pela
divisão entre grupos ou classes antagônicas que se relacionam à base da
força, a qual se manifesta fundamentalmente nas condições de produção da
vida material”.
Diante da visão do autor, aqui cabe, mais uma vez, ressaltar que, em
todas as épocas a educação foi seletiva, não democrática, um privilégio
de poucos. Constatamos ainda hoje, que sempre a parte mais pobre da
sociedade é excluída da escola, do direito à educação. Educação no
sentido, de formação integral do sujeito, enquanto cidadão crítico e
reflexivo.
Desta forma, conclui-se que desde o inicio sofremos da falta de
estrutura e investimento na área educacional. Reservada a uma elite
dominante e totalmente exploradora, a história da educação caminhou por
veredas tortuosas, estando sempre voltada a dominação social.
I. III – O DESENVOLVIMENTO DO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM
Atualmente, não só na área da educação, mas também em outras áreas,
pensa-se no indivíduo como um todo e, portanto, amplia-se o conceito de
educação, para o conceito do processo de ensino-aprendizagem.
As reflexões sobre o processo ensino-aprendizagem nos permitem levar
todos a repensarem a prática educativa. Entender hoje as escolas e
observar as salas de aula como uma comunidade culturalmente constituída
por meio da participação de diferentes sujeitos, que assumem diferentes
papéis no processo ensino-aprendizagem. GARRIDO (2002)
Diante de tantas reflexões, a situação atual da prática educativa das
escolas ainda demonstra os alunos com pouca ou nenhuma capacidade de
poder crítico-reflexivo, a obrigação dos mesmos em decorar os conteúdos,
além da hierarquia entre educador e educando.
VERDERI (2009) declara que:
“o professor deve conscientizar-se de que o momento é de inovar e
ousar, que os tempos de cópias já se afastaram juntamente com paradigmas
que não se enquadram mais nas novas visões de uma pedagogia preocupada
com a formação integral do educando.”
Diante de tal afirmativa, a solução está na reflexão de como os
educandos aprendem e como o processo de ensinar pode conduzir à
aprendizagem. Considerando que o aluno não foi programado para imitar,
que o mesmo só estará satisfeito e realizado se estiver participando
ativamente das atividades, podendo explorar sua criatividade e expor
seus conhecimentos.
Pensar no processo ensino-aprendizagem de forma a promover a construção
de conhecimentos traz a idéia de seres humanos como indivíduos
inacabados e passíveis de uma capacidade de refletir criticamente o
aprendido.
Nesse processo de construção do conhecimento alunos e professores são
sujeitos e devem atuar de forma consciente. Não se trata apenas de
sujeitos do processo de aprendizagem, mas de seres humanos inseridos
numa cultura e com histórias e experiências particulares de vida.
FREIRE (1997) explica o homem só passou a ensinar
quando descobriu que era capaz de aprender. Foi desenvolvendo a
capacidade de aprender que ele se descobriu capaz de ensinar. Nessa
perspectiva os professores enquanto ensinam aprendem e os alunos
enquanto aprendem ensinam.
Todo processo ensino aprendizagem depende do interesse dos sujeitos
participantes, alunos, professores, comunidades escolares e demais
fatores do processo. Assim, a aprendizagem se dá na coletividade, mas
não perde de vista o indivíduo que é singular (contextual, histórico,
particular, complexo).
Com isso, é preciso compreender que o processo ensino-aprendizagem se
dá na relação entre indivíduos que possuem sua história de vida e estão
inseridos em contextos de vida próprios. Nessa perspectiva, o processo
ensino-aprendizagem vai ocorrer através da relação entre sujeitos em
permanente socialização de experiências e saberes.
Para que o processo ensino aprendizagem ocorra, VYGOTSKY (1991)
afirma que é necessário que o professor desafie o nível em que o aluno
está, não desrespeitando seus conhecimentos e experiências anteriores,
mas tendo um olhar para o futuro, para as capacidades que desenvolverá,
possibilitando a socialização das experiências culturais acumuladas
historicamente pela humanidade.
Nessa perspectiva, o processo de ensino-aprendizagem possibilita que os
sujeitos – professor e alunos – se encontrem, troquem, socializem
conhecimentos, experiências, afetos, histórias, sonhos e utopias. O
professor sempre mediando com instrumentos pedagógicos e psicológicos.
Os alunos respondendo e também sendo mediadores dos que ainda não
conseguiram.
Na verdade, alunos e professores vivem numa eterna troca, num processo
de interação, onde um aprende com o outro. E nessa troca não existe um
único detentor do conhecimento, mas seres inacabados que aprendem e se
ensinam mutuamente.
VYGOTSKY (1989) afirma que o auxílio prestado à
criança em suas atividades de aprendizagem é válido, pois, aquilo que a
criança faz hoje com o auxílio de um adulto ou de outra criança maior,
amanhã estará realizando sozinha. Desta forma, o autor enfatiza o valor
da interação e das relações sociais no processo de aprendizagem.
Diante disso, ainda é importante ressaltar que, o processo
ensino-aprendizagem ocorre a todo o momento e em qualquer lugar.
Portanto, o que se questiona neste processo é, qual o papel da escola?
Como deve esta ser considerada? E qual o papel do professor?
É papel da escola realizar a mediação entre o conhecimento prévio dos
alunos e o sistematizado, propiciando formas de acesso ao conhecimento
científico. E como tal, deve ser considerada como um contínuo processo
de desenvolvimento influenciando e sendo influenciada pelo ambiente, no
qual deve existir um ambiente dinâmico e contínuo, que contribua para o
processo de aprendizagem.
A escola é um dos agentes responsáveis pela integração da criança na
sociedade, além da família. É um componente capaz de contribuir para o
bom desenvolvimento de uma socialização adequada a criança, através de
atividades em grupo, de forma que capacite o relacionamento e
participação ativa das mesmas, caracterizando em cada criança o
sentimento de sentir-se um ser social.
O papel do professor é o de conduzir e orientar os alunos, de modo que
cada um deles seja um sujeito consciente, ativo e autônomo. É seu dever
favorecer o processo ensino-aprendizagem e refletir o seu papel no todo e
isoladamente.
VERDERI (2009) afirma que:
“ o professor é aquele que cria condições para o processamento das
atividades e o aluno, aquele que busca, dentro desse contexto, condições
para o seu pleno desenvolvimento. Que nessa relação, o professor também
possa aperfeiçoar os conhecimentos já trazidos pelos alunos e, a partir
daí, explorar novas formas de conhecimento mais complexas”.
Isso nos faz refletir que, há aprendizagem dos dois lados e que para
desencadear o processo de aprendizagem dos alunos, o professor precisa
possibilitar condições para que os mesmos elaborem, critiquem o
conhecimento, e dele se aproprie.
Logo, permanece ao professor o desafio de tornar as práticas educativas
mais condizentes com a realidade, mais humanas e, com teorias capazes
de abranger o indivíduo como um todo, promovendo o conhecimento e a
educação.
Diante dos fatos, entende-se que a aprendizagem é um fenômeno
extremamente complexo, envolvendo aspectos cognitivos, emocionais,
orgânicos, psicossociais e culturais. E o ensino só tem sentido quando
implica na aprendizagem, por isso é necessário conhecer como o professor
ensina e entender como o aluno aprende, só assim o processo ensino
aprendizagem poderá acontecer e o aluno conseguirá aprender a pensar, a
sentir e a agir.
II - A DANÇA NO ESPAÇO ESCOLAR: SEU HISTÓRICO E SUA PARTICIPAÇÃO PEDAGÓGICA
II. I – Dança no espaço escolar
A vida humana na Terra se substantiva através do corpo. É ele que nos
faz vivos e concretiza a nossa existência. Da mesma maneira a dança
trata do resgate da própria personalidade, do contato com o lado mais
humano através da expressão artística: o indivíduo se expressa e se
torna capaz através da Arte que produz e que lhe devolve toda a sua
potencialidade de viver e de se realizar plenamente.
(www.nima.puc-rio.br)
Isso nos faz compreender que através da dança o indivíduo é capaz de
demonstrar aquilo que ele pensa, que ele entende, ou seja, ele é capaz
de demonstrar o seus conhecimentos e habilidades, de maneira mais
transparente possível, ele se expõe por completo.
Historicamente, o homem utilizava-se da dança apenas para expressar
sentimentos e agradecimentos. Apesar de esse caráter persistir ainda
hoje, outros aspectos foram incorporados a dança, contribuindo para o
seu crescimento enquanto arte e educação.
Entretanto esta visão já vem se modificando. De acordo com OSSONA
(1988), atualmente existe uma melhor compreensão a respeito dos valores
formativos e criativos da dança, que levam a uma ampliação das ações
corporais.
Com isso, no Brasil e no mundo, a dança vem ganhando cada vez mais
espaço pelos benefícios que vão desde a melhora da autoestima, passando
pelo combate ao estresse, depressão, até o desenvolvimento da
aprendizagem. A cada dia a dança vem expondo seus aspectos positivos
dentro da formação do sujeito, através da educação, e até mesmo
contribuindo para a construção da sociedade.
Atualmente, a dança tem se tornado um estilo alternativo nas práticas
pedagógicas, por orientar o movimento corporal de cada aluno de forma a
explorar sua capacidade de criação, estimulando o autoconhecimento e
favorecendo para aprendizagem. Segundo OSSONA (1988) “a dança ainda é
uma manifestação de caráter étnico, é quando mais se parece com a
“expressão corporal”, que foi ganhando terreno nos esquemas da
educação”.
Contudo, a dança ao ser inserida ao conteúdo escolar não pretende
formar bailarinos, antes disso, consiste em oferecer ao aluno uma
relação mais efetiva e intimista com a possibilidade de aprender e
expressar-se criativamente através do movimento. Nessa perspectiva, o
papel da dança na educação é o de contribuir com o processo
ensino-aprendizagem, de forma a auxiliar o aluno na construção do seu
conhecimento. E também, assistir o professor enquanto recurso
pedagógico.
VERDERI (2009) declara que:
“a dança na escola deve proporcionar oportunidades para que o aluno
desenvolva todos os seus domínios do comportamento humano e, por meio de
diversificações e complexidades, o professora contribua para a formação
de estruturas corporais mais complexas.”
Essa proposta se resume na busca de uma prática pedagógica mais
coerente com a realidade escolar, onde a dança preparará o corpo e a
mente dos alunos a fim de que se exercitem de acordo com suas
necessidades, estimulando através dos movimentos espontâneos e a
precisão do gesto, o processo ensino aprendizagem.
Com isso, percebemos que a dança na escola não é a arte do espetáculo, é
educação por meio da arte. E tem suma importância para se alcançar os
objetivos da Educação, um deles sendo o desenvolvimento do aspecto
afetivo e social. Deste modo, esta prática propicia ao aluno grandes
mudanças internas e externas, no que se refere ao seu comportamento, na
forma de se expressar e pensar.
Segundo LABAN, (1990) “Quando criamos e nos
expressamos por meio da dança, interpretamos seus ritmos e formas,
aprendemos a relacionar o mundo interior com exterior”.
Ás vezes, viver em sociedade é muito difícil, pois inclui aceitar o
outro, suas opiniões e maneiras, aceitar os “não” que a vida nos
proporciona. De fato, aprender a conviver no mundo exterior.
Nessa perspectiva, compreendemos que a dança permite ao individuo não
só uma busca de sua personalidade, mas ensina-o a viver em sociedade, a
se relacionar com o seu eu e com o próximo, de forma prazerosa e não
como uma obrigação.
A criança tem necessidade de andar e saltar: não a podemos condenar a
ficar imóvel, porque certamente falharíamos e a prejudicaríamos (...).
Porque a criança tem necessidade de agir, criar e trabalhar, isto é,
empregar a sua atividade numa tarefa individual ou socialmente útil
(...). (FREINET, 1974)
Diante disso, dançar é tão importante para uma criança quanto falar,
contar ou aprender geografia. É essencial para a criança que nasce
“dançando”, não desaprender essa linguagem pela influência de uma
educação repressiva e frustrante. Para isso, a educação deve unificar
corpo e mente, ensinando a pensar em termos de movimento para
dominá-los, e não apenas se preocupar com o domínio da escrita, do
raciocínio lógico-abstrato e da linguagem.
O papel da dança na prática educativa tem o objetivo de resgatar, de
forma natural e espontânea, as manifestações expressivas da nossa
cultura. A expressão corporal como recurso da aprendizagem escolar,
utiliza o corpo em movimento, estimulando a expressão de sentimentos e
emoções que auxiliam na integração social.
Para MORANDI (2006), a criança tem o impulso inato de
realizar movimentos similares aos da dança, sendo ela uma forma natural
de expressão. Cabe à escola levá-la a adquirir consciência dos
princípios do movimento, preservando sua espontaneidade e desenvolvendo a
expressão criativa.
Nessa perspectiva, é papel da escola realizar a mediação conhecimento e
a espontaneidade, ou seja, a escola precisa criar meios de aprendizagem
por meio da dança, de maneira que as crianças não tenham atitudes
mecânicas, mas de forma natural ensinar os princípios dos seus
movimentos, a função do corpo.
Contudo, o uso da dança na sala de aula não deve visar apenas
proporcionar a experiências com corpo e diminuir conflitos decorrentes
de esforços intelectuais excessivos. Na medida em que favorece a
criatividade, pode trazer muitas contribuições ao processo de
aprendizagem, se integrada com outras disciplinas.
A dança na escola não deve priorizar a execução de movimentos corretos e
perfeitos dentro de um padrão técnico imposto, gerando a
competitividade entre os alunos. Deve partir do pressuposto de que o
movimento é uma forma de expressão e comunicação do aluno, objetivando
torná-lo um cidadão crítico, participativo e responsável, capaz de
expressar-se em variadas linguagens, desenvolvendo a auto- expressão e
aprendendo a pensar em termos de movimento (MARQUES, 2003).
Desta forma, a escola deve estar sensível aos valores e vivências
corporais que o indivíduo traz consigo permitindo desta forma que
conteúdos trabalhados, se tornem mais significativos. Visto que, a
educação através da dança possibilita a formação de cidadãos com uma
visão mais crítica autônoma e participativa desta sociedade em que
vivemos.
Precisamos pensar na dança no contexto escolar, tendo como prioridade
os processos pedagógicos, compreendendo a importância de uma prática que
respeite o corpo e a liberdade de expressão dos alunos.
Deste modo, através da dança, podemos introduzir em nossas salas de
aula, momentos de reflexão, pesquisa, comparação, desconstrução das
danças que apreciamos (ou não) e, assim, podermos agir crítica e
corporalmente em função da compreensão, desconstrução e transformação de
nossa sociedade.
Enfim, considerando que a dança deve estimular na criança a
criatividade na conquista de sua autonomia, as experiências com o corpo
dançante devem fazer parte da prática pedagógica. É importante reafirmar
que combinar interesses e desafios corporais num ambiente integrativo
entre a criança, emoções, pessoas e o mundo fazem da dança referencial
para o aprendizado.
II. II – Visão dos professores e gestores com relação a influencia /resultado da dança no processo ensino aprendizagem
A visão de disciplina na escola sempre foi entendida como “não
movimento’’ e as crianças educadas e comportadas são aquelas que
simplesmente não se move. Alguns educadores julgam que, para ocorrer a
aprendizagem, é preciso que o aluno esteja sempre sentado e quieto.
Com isso, a dança ainda é percebida de forma equivocada por muitos
professores e gestores, que costumam apresentá-la somente em datas
comemorativas e na forma de apresentações de coreografias prontas.
Promover a educação através da dança escolar não se resume em buscar sua execução “festinhas comemorativas” (VERDERI, 2000); tampouco oferecer a idéia de que “dançar se aprende dançando”. (MARQUES, 2003)
Para estas autoras o estudo e a compreensão da dança, vão muito além do
ato de dançar, ou seja, a dança no espaço escolar, não se resume ao
ensino de danças ou técnicas de movimentos, mas auxilia na formação do
indivíduo, contribuindo com sua construção de conhecimento.
Na concepção de ensino de muitos professores e gestores, a educação por
meio da dança é nula, pois o corpo é visto como objeto e a execução dos
movimentos está vinculada a uma perfeição técnica e estética. Porém,
também encontramos a visão de que o ensino de dança deve unir
conhecimento técnico e expressividade.
Para professores e gestores a dança deve trabalhar a sensibilidade, a
expressão e suas possibilidades de ampliação e a comunicação corporal, e
ao mesmo tempo não se afastar da técnica e de conteúdos formais. Dessa
forma, para eles a dança deve ser trabalhada de forma ampla, favorecendo
o desabrochar do corpo e automaticamente o processo ensino
aprendizagem.
Para FIAMONCINI (2002-2003), é preciso lidar com o
ensino de técnicas, sem impedir o aflorar da criatividade e da
expressividade, pois o excesso de técnicas pode fazer com que fiquem
esquecidos “os pensamentos, as necessidades e os sentimentos das
pessoas, o que pode ocasionar-lhes uma falta de sentido para continuar
dançando”.
Diante disso, fica claro que o ensino excessivo de técnica faz com que
os objetivos essenciais do ensino da dança sejam esquecidos, deixados de
lado, e com isso perde-se o interesse, o significado do dançar.
Na verdade, ao longo dos anos, a dança até tem deixado de ser vista
apenas como uma manifestação artística e passado a ser percebida como um
meio de reflexão crítica. O objetivo central do ensino da dança aos
poucos tem se tornado o autoconhecimento e a construção desse
conhecimento.
Para MARQUES (2005), nos conteúdos trabalhados em sala
de aula a dança tem que estar vinculada com o contexto dos alunos: “o
contexto dos alunos é um dos interlocutores para o fazer-pensar a dança,
pois garante a relação entre o conhecimento em dança e as relações
sócio, político e culturais dos mesmos em sociedade”.
Com isso, percebe-se a importância da relação ensino- realidade, onde
os conteúdos ministrados em sala de aula têm relação com a vivencia do
aluno. Enfim, é preciso que os conteúdos despertem o interesse dos
alunos, visto que nem sempre a dança faz parte de sua realidade
cultural. Muitas das vezes, ela é vista pelo aluno de forma
preconceituosa.
Para os gestores, o conteúdo centrado na realidade e no contexto dos
alunos deve ser transformado pelo professor de forma consciente e
problematizadora para que o aluno entenda a dança como um processo
individual, coletivo e social no qual todos podem produzir saberes e
conhecimentos. (Revista Diálogo Educacional, 2008)
Diante disso, percebemos que o ensino da dança não pode ser meramente
lançado pelo professor, o mesmo precisa analisá-lo, refletí-lo
criticamente de forma que o professor conscientize o seu aluno da
importância desse ensino e os seus benefícios enquanto recurso de
aprendizagem.
A dança pode favorecer o aluno na constituição de saberes e
conhecimentos, mas ante é preciso que a mesma faça sentido para este
aluno, ou do contrário o mesmo a perceberá apenas como uma forma de
diversão.
Para os professores, a arte e, mais especificamente, a dança é um
conhecimento tão importante quanto qualquer outro conhecimento presente
na escola. E, portanto, o objetivo do ensino de dança na escola deveria
ser trabalhar com o foco na construção do conhecimento dos alunos por
meio do corpo, de maneira que o aluno pudesse vivenciar a dança como
arte, sob a perspectiva de que os mesmos não criassem repulsos e
expectativas equivocadas. (Revista Diálogo Educacional, 2008)
Nessa perspectiva, para atingir esse objetivo, não existe um método
ideal de trabalho. É necessário que o professor observe a realidade
corporal dos alunos e trabalhe com as linguagens das crianças, permeando
com o conteúdo que ele quer abordar, ou seja, sempre elaborando suas
atividades de dança de forma que faça uma relação com as demais
disciplinas.
Com isso, se faz perceptível a necessidade da interação entre as
disciplinas, que precisam estar interligadas, para que possam favorecer o
processo ensino-aprendizagem, do contrário apenas serão conteúdos
lançados, de formas isoladas, que não farão sentido algum para os
alunos. Conseqüentemente, dificultará todo o processo de aprendizagem.
Segundo VERDERI (2009):
“as atividades e propostas da dança na escola são elaboradas e
fundamentadas exclusivamente no movimento e nas possibilidades da
variação deste e, também, nas informações concretas que esse movimento
poderá oferecer ao aluno quando estivermos falando em educação nas
demais disciplinas.”
Podemos perceber que, apesar de a maioria dos professores e gestores
ainda manter uma visão do ensino de dança focalizado no ensino de
técnicas, já existem novas visões de propostas para o ensino de dança.
Atualmente já conseguimos fazer com que muitos desses professores e
gestores possam refletir sobre ensino de dança, tendo como foco
principal a visão de que este ensino deve sempre buscar o
desenvolvimento da criatividade e expressividade, para que como
conseqüência alcance a aprendizagem.
Sendo assim, o aluno deve ser visto como sujeito ativo e participante
do processo ensino-aprendizagem. Em vez de apenas depositar
conhecimentos, os professores precisam partir da realidade e da
linguagem dos próprios alunos para promover o ensino de dança.
III – DANÇA: CONTRIBUIÇÕES E DIFICULDADES
III. I Contribuições da Dança no processo ensino aprendizagem
Cada vez mais a dança vem sendo incluída nos currículos escolares e
extra-escolares, visto que a utilização da dança como prática pedagógica
pode trazer muitas contribuições ao processo ensino aprendizagem.
Segundo VERDERI (2009) “a dança na escola deverá ter
um papel fundamental como atividade pedagógica... e por meio dessas
mesmas atividades reforçar a autoestima, a autoimagem, a autoconfiança e
o autoconceito”.
Tal afirmativa nos faz compreender que, o papel educacional da dança
visa o desenvolvimento físico, emocional e social do aluno. De forma que
amplie sua visão na sociedade, tornando-o um indivíduo pensante, capaz
de contribuir com essa sociedade.
Como a autora ressalta, a dança é fundamental como recurso pedagógico,
visto que ela ajuda a construir no aluno um indivíduo mais confiante,
reforçando sua autoestima, fazendo com que ele se sinta proveitoso,
capaz. Enfim, a dança auxilia no desenvolvimento da autonomia do aluno.
De acordo com PICONEZ (2003) “os alunos aprendem pela
prática”. Portanto, as atividades pedagógicas de dança não podem isolar
os alunos em quatro paredes, antes disso deve estimular a criança a
descobrir o seu potencial expressivo e criativo.
Diante disso, fica claro que a dança enquanto processo de aprendizagem,
possibilita o aluno aprender pelas experiências do próprio corpo, a
compreender o ponto de vista do próximo, a desenvolver habilidades e a
expressar sua criatividade.
Logo, a dança possibilita que a aprendizagem ocorra de forma prazerosa,
através da prática, estimulando a todo instante o aluno. E não na
antiga concepção de muitos educadores, citada no segundo capítulo desse
estudo, de que a aprendizagem só se constrói com alunos quietos e em
silêncio.
Para BERTONI (1992), a dança como fator educacional contribui no desenvolvimento psicológico, social, anatômico, intelectual, criativo e familiar.
Nessa perspectiva, a dança contribui para uma educação motora
consciente e global, proporcionando diversos benefícios no que se refere
aos aspectos físicos, sociais e intelectuais.
O trabalho com a dança também possibilita a descoberta do próprio
corpo, o reconhecimento de que cada indivíduo possui diferentes maneiras
de se movimentar, o que resultara na conscientização do aluno com
relação ao respeito à individualidade dos seres humanos.
A fala de Bertoni reforça ainda mais a visão de que a dança contribui para o desenvolvimento global do aluno.
Segundo NANNI (1995) a dança contribui para o desenvolvimento das funções intelectuais como: atenção, memorização, raciocínio, curiosidade, observação, criatividade, exploração, entendimento qualitativo de situações e poder de crítica.
Segundo NANNI (1995) a dança contribui para o desenvolvimento das funções intelectuais como: atenção, memorização, raciocínio, curiosidade, observação, criatividade, exploração, entendimento qualitativo de situações e poder de crítica.
Tal afirmativa da autora só nos leva a ressaltar que, a dança em seu
caráter educativo pode trazer grandes contribuições para o
desenvolvimento da aprendizagem. Enfim, a dança pode contribuir para um
bom aprendizado, sem que seja necessário deixar de lado os conteúdos
programáticos, a mesma deverá estar voltada para o desenvolvimento da
auto-estima, confiança, motivação, elementos estes de suma importância
para o processo ensino aprendizagem.
Diante disso, é perceptível a contribuição da dança como recurso
pedagógico, visto que auxilia em diversas áreas que são de suma
importância para que o aluno construa o seu conhecimento.
FUX (1983) defende que a dança é um instrumento que estimula a espontaneidade e a criatividade.
Nesta questão, é importante salientar que a dança, enquanto prática
pedagógica favorece o desenvolvimento do aluno, tornando-o um sujeito
capaz de pensar de maneira criativa, de expressar e se comunicar com o
mundo que o envolve de forma espontânea. O que também nos faz observar a
dança como uma forma natural de comunicação através da expressão
corporal.
Isso ainda nos faz refletir que, o trabalho com a dança em sala de aula
tem que estar sempre voltado para a aprendizagem e não como uma forma
de recreação. Porém, sempre estimulando a liberdade do aluno, do
contrário o mesmo ficará reprimido e não alcançará o objetivo da aula.
De acordo com NANNI (1995) o movimento corporal é de
vital importância para o desenvolvimento da criança, pois através de
suas habilidades motoras ela expande seus conhecimentos.
Isso nos faz perceber que a partir do momento em que o aluno se torna
consciente de si e de suas capacidades, o mesmo é capaz de se
desenvolver e crescer, interagindo com o seu habitat, vivenciando
experiências através do próprio corpo.
A visão da autora nos faz pensar que o corpo possui uma ligação
interna, logo a mente está conectada aos movimentos. Portanto, estimular
os movimentos resultará na excitação da mente, que automaticamente
favorecerá no processo de aprendizagem.
De acordo com FREINET (1991), “infeliz educação a que
pretende, pela explicação teórica, fazer crer aos indivíduos que podem
ter acesso ao conhecimento pelo conhecimento e não pela experiência.
Produziria apenas doentes do corpo e do espírito, falsos intelectuais
inadaptados, homens incompletos e impotentes”.
Partindo desse pensamento, o professor deve utilizar a dança como um
recurso lúdico, capaz de enriquecer a aprendizagem em diversas
disciplinas, estimulando a aprendizagem de forma livre e prazerosa, numa
relação corpo e mente.
Estimular a aprendizagem de maneira livre e prazerosa significa
estimular de forma que desperte o interesse do aluno, que o mesmo possa
participar ativamente da atividade, e não de forma autoritária e
repressiva.
De acordo ainda com OSSONA (1988) é necessário encarar
o ensino da dança como uma atividade educativa, recreativa e criativa. E
ainda, é necessário um plano de ensino e um plano de realização.
Diante disso, observamos que para a dança contribuir no processo ensino
aprendizagem, é importante que antes, possamos entendê-la como uma
atividade educativa, capaz de auxiliar o desenvolvimento global do
aluno. Precisamos usar a dança em nossas atividades pedagógicas, de
forma a permitir ao aluno maior vivência corporal possível, contribuindo
assim com o seu desenvolvimento.
Para isso, a autora também ressalta a necessidade de se estar
preparado. A necessidade do professor ter uma educação continuada e
sempre preparar suas aulas com antecedência, enfim, ter o seu plano de
ensino, mesmo que no momento de execução do plano possa aparecer algo
fora do que se estava planejado. Tais atitudes, segundo a autora, também
contribuem para o processo ensino aprendizagem.
OSSONA (1988) ainda ressalta que “nossas crianças são
dotadas de enorme potencial psico-fisiológico, e nós somos responsáveis
pelo aprimoramento desse potencial”.
Nessa perspectiva, para que isso ocorra, é fundamental que nossas
atividades gerem sempre liberdade de expressão e beneficiem o
desenvolvimento motor do aluno. Devemos explorá-lo ao máximo, tendo
sempre o cuidado para não limitarmos e nem reprimirmos o seu
desenvolvimento.
De fato nossos alunos são dotados de diversas habilidades e
conhecimentos. Como professores cabe à nós aprimorá-los de forma que os
mesmos se desenvolvam e busquem ainda mais conhecimentos.
Ainda é importante ressaltar que a dança, enquanto processo de
aprendizagem contribui para a formação de um corpo vivo, que além de
ocupar espaço e ter formas, possui expressão, desejos e interage com as
coisas da natureza. OSSONA (1988)
Isso nos faz aprender que a dança contribui para a formação de homens e
mulheres mais conscientes da própria vida, favorecendo o processo de
aprendizagem dessa conscientização e de outras mais pedagógicas.
Nessa perspectiva, a dança é de suma importância na formação do sujeito enquanto cidadão crítico, reflexivo e participativo.
Pode-se dizer então, que a dança enquanto processo educacional, não se
resume em colaborar com o ensino de habilidades, mas sim, contribuir
para o desenvolvimento das potencialidades humanas e sua relação com o
mundo, favorecendo assim também com o processo de construção de
conhecimento.
III. II – As dificuldades enfrentadas pelo ensino da dança no processo de educação
Sabemos que a dança enquanto conteúdo escolar está presente na
educação, mas não como uma disciplina à parte, com aula apenas de dança,
ministradas por um profissional, cuja formação se dê na Licenciatura de
Dança. Mas sim, a dança está inserida nos espaços escolares através das
aulas de Educação Física e artes, como um recurso pedagógico, ou até
como uma forma de recreação.
STRAZZACAPPA (2001) diz que a dança raramente está
presente no ambiente escolar. Nessa perspectiva, podemos perceber que a
dança dificilmente é tratada na escola, porque esta área tem encontrado
problemas para ensinar tal conteúdo. São inúmeras as mazelas encontradas
no espaço educacional.
A dança, geralmente, é encontrada como forma de espetáculo,
apresentação, como uma arte. E não como um recurso pedagógico de grande
valia para a aprendizagem, o qual auxilia o processo de construção do
conhecimento, através da interação entre o corpo e a mente.
STRAZZACAPPA (2001) também constata que a deficiência
da dança no ambiente escolar na maioria das vezes se deve ao despreparo
do professor para realizar tal tarefa.
Diante disso podemos afirmar que muitos professores utilizam a dança em
suas aulas, porém não sabem exatamente o que, como, ou ainda porquê
ensinar, utilizar a dança na escola.
Podemos ainda afirmar que a dança vem sendo trabalhada, sem que se
tenha uma proposta de trabalho definida, e com isso tem se comprometido o
desenvolvimento do processo criativo que poderia estar acontecendo nos
espaços escolares.
De acordo com MARQUES (1990) algumas das razões para a dança ser pouco compreendida enquanto área de conhecimento são:
“a ignorância daquilo que pode ser considerado dança, a falta de
visão de que a dança não é necessariamente algo academizado, a falta de
experiência das pessoas no que diz respeito à dança,uma concepção
restrita de educação e, também, a dificuldade de lidar com o corpo
durante tantos séculos condenado ao profano e ao pecado”.
Nessa perspectiva, podemos constatar que o ensino da dança tem sido
ministrado sem nenhuma preocupação com relação o seu real papel, falta
conhecimento das pessoas no que diz respeito a dança, falta uma proposta
pedagógica adequada. Enfim a dança é trabalhada de forma desordenada,
encontramos assim, muitos problemas dentro do espaço educacional, que
automaticamente interferem no processo de educação.
Podemos constatar inúmeros problemas da dança no espaço educacional,
dentre os principais encontra-se a falta de preparo e conhecimento dos
professores, o preconceito, a dificuldade da participação masculina em
atividades dançantes. (www.educacaofisica.com.br/biblioteca)
Diante disso compreendemos que a dança no espaço escolar é até
empregada, porém com muitas dificuldades, além de muitas facetas. São
inúmeros professores que vêm trabalhando com a dança no espaço escolar
sem que tenham basicamente tido experiências prática-teórica de dança.
Ou ainda são inúmeras as atividades de dança na escola que têm sido
utilizadas apenas como uma forma de recreação e não possuem nenhum cunho
pedagógico.
Ainda temos que enfrentar os inúmeros preconceitos com relação a
utilização da dança como prática pedagógica, muitos responsáveis
reclamam da prática por acreditarem ser exclusivamente feminina. Com
isso enfrentamos a falta de participação masculina em atividades
rítmicas, eles se sentem envergonhados diante da prática de dança,
chegam a questionar se isso afeta sua masculinidade. Logo a participação
masculina na dança é nula, ou quando não, é ridicularizada.
A metodologia de ensino inadequada, relacionamento professor-aluno,
desinteresse dos educadores, também são problemas enfrentados pela dança
no espaço educacional. (www.educacaofisica.com.br/biblioteca)
Nessa perspectiva, podemos observar que o ensino de dança não possui
uma metodologia de ensino adequada, visto que, como já relatamos no
presente estudo, o ensino da dança é muitas vezes empregado como uma
forma de recreação, sem que se tenha uma proposta de aprendizagem.
Logo isso ressalta outro problema, que é a falta de interesse dos
educadores, muitos não se interessam em ter uma prática pedagógica que
desperte o interesse dos alunos em participar das aulas, além da falta
de interesse pela educação continuada, ou seja, estar sempre buscando o
novo, aprimorar seus conhecimentos, buscar atividades rítmicas novas.
Podemos ainda relatar o problema da relação professor-aluno, que se não
empregada de uma maneira harmoniosa, com interação, interfere
diretamente no processo de aprendizagem. O professor precisar ser visto
pelo aluno como um mediador do conhecimento e não um detentor
autoritário, precisa despertar o interesse do aluno, sua criatividade,
para que a aprendizagem ocorra de maneira harmoniosa.
O ensino da dança encontra muita dificuldade devido a ausência de
significado sobre o seu real papel no espaço escolar. (www.rc.unesp.br)
Nessa perspectiva, podemos perceber que a omissão do real sentido do
ensino da dança no espaço escolar favorece as inúmeras dificuldades
enfrentadas por esse ensino. A falta de embasamento teórico, ou seja,
objetivo, real proposta desse ensino, permitem que o trabalho com a
dança seja realizado de forma desinteressada, de qualquer maneira.
Logo isso, resultará em um trabalho com defasagem, que automaticamente
irá prejudicar o processo de aprendizagem. É preciso que haja uma
reflexão sobre quais os propósitos, finalidades e objetivos do ensino da
dança no espaço educacional.
Uma questão importante a ser ressaltada é a formação dos professores
que atuam na área de dança, visto que é sem dúvida um ponto crítico no
ensino desta arte no espaço educacional. (www.rc.unesp.br)
Diante da ressalva, podemos refletir que muitos professores não possuem
nenhuma formação específica nesta arte, a dança no espaço escolar tem
sido trabalhada por professores com formação apenas em magistério,
pedagogia, ou ainda por professores de Educação Física. Logo os mesmos
não possuem conhecimentos técnicos com relação a arte, isso favorece
para que a dança seja trabalhada como uma forma de recreação ou esporte.
Diante disso, a solução seria que os professores se conscientizassem e
refletissem sobre a necessidade de uma educação continuada, a
necessidade de buscar embasamento teórico e meios práticos de como
trabalhar com a dança dentro do espaço pedagógico, de forma que auxiliem
na aprendizagem do seu aluno.
Portanto, a dança está presente de alguma forma nas salas de aula.
Precisamos realmente, trabalhar com a dança de forma pedagógica e não
utilizá-la como uma forma de diversão, entretenimento. Diante disso
devemos analisar, discutir e refletir sobre a função e o papel da dança
enquanto processo de educação.
CONSIDERAÇOES FINAIS
Com tudo o que foi exposto no presente estudo, não há como opor-se que a
dança contribui no processo ensino aprendizagem. Por meio dessa arte
adquiri-se um desenvolvimento gradativo, com melhora no rendimento
escolar, mudança positiva no comportamento, entre muitos outros
aspectos, devido à dança ser uma atividade completa que exercita corpo,
mente e alma. Por isso é necessário a introdução dessa arte nas escolas,
a fim de que as crianças tenham acesso à arte e à cultura.
O aprendizado por meio de atividades como a dança, possibilita uma
melhora significativa no comportamento social dos alunos, além de
desenvolver os aspectos cognitivos e motor, resultando na formação de um
cidadão ético, formador de suas opiniões e idéias.
Portanto, o educador deve ter uma atitude consciente na busca de uma
prática pedagógica mais coerente com a realidade, como a dança, que leva
o indivíduo a desenvolver sua capacidade criativa numa descoberta
pessoal de suas habilidades, contribuindo de maneira decisiva para a
formação de cidadãos críticos autônomos e conscientes de seus atos,
visando a uma transformação social.
Espera-se que essas reflexões levem a novas idéias e discussões,
sobretudo, do aprofundamento da dança, nos espaços escolares enquanto um
conteúdo importante para auxiliar o desenvolvimento do processo ensino
aprendizagem.
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www.rc.unesp.br/ib/efisica/motriz/03n1/artigo – disponível em 25 de abril de 2010 12:51:53
Por MERIELE SANTOS ATANAZIO DA SILVA LIMA
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